IPO Porto é fundador do novo Laboratório RISE

Os restantes membros são a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (através da união do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da UnIC – Unidade de Investigação e Desenvolvimento Cardiovascular), a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (através do CCUL – Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa), agregando, ainda, investigadores da NOVA Medical School, da Escola Superior de Enfermagem e da Universidade de Aveiro. A criação deste novo Laboratório visa fortalecer todo o espectro da investigação em saúde (pré-clínica, clínica e na comunidade), no âmbito dos objetivos da política nacional para a Ciência e a Tecnologia.

De frisar que mais de metade desses investigadores são médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, o que contribuirá para aproximar as prioridades de investigação às necessidades diariamente identificadas no contacto com os doentes. “Esta iniciativa demonstra que o SNS é bem mais do que a prestação de cuidados aos doentes e está na primeira linha da inovação e investigação clínica, que são fulcrais para a melhoria dos resultados em Saúde”, refere Rui Henrique, presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto.

 Mais informações: https://rise.med.up.pt/

IPO PORTO PARTICIPA NO PROJETO EUROPEU EDIHOSP

Este projeto europeu visa a implementação de soluções de faturação eletrónica em 18 hospitais, de vários países do espaço europeu, por forma a facilitar a implementação da Norma Europeia de faturação eletrónica de acordo com a Diretiva 2014/55/EU.
Em suma, este projeto contribuirá tanto para o desenvolvimento da faturação eletrónica e da sua forma de envio, assim como para a disseminação e exploração dos resultados do mesmo a nível da União Europeia.
Para mais informação acerca dos projetos CEF, clicar aqui.

Vacinação Covid-19

As primeiras vacinas contra a Covid-19 chegaram ao Instituto na passada segunda-feira, dia 28 de dezembro. Foram verificadas e preparadas pelos Serviços Farmacêuticos e começaram a ser administradas na terça-feira, dia 29 de dezembro, pelas 8h30.
 
Nesta primeira fase e, tendo em conta o número limitado de doses de vacina disponibilizado, foram utilizados os critérios de prioridade emanados pela Direção-Geral da Saúde e ARS Norte.
 
A taxa de adesão à vacinação entre os profissionais contactados rondou os 95%, o que demonstra o elevado nível de responsabilidade, conhecimento científico e compromisso dos profissionais do Instituto para com os nossos doentes.

Esclarecimento IPO do Porto

 Em relação aos doentes que testaram positivo, e seguindo as indicações das normas da Direção-Geral da Saúde, já foram todos transferidos para hospital da respetiva área de residência havendo, contudo, a lamentar o falecimento de um dos doentes. O IPO do Porto agradece publicamente aos hospitais do SNS que com verdadeiro espírito de colaboração em rede rapidamente se prontificaram a receber estes doentes, apesar de todas a pressão assistencial a que estão sujeitos. Igualmente, envia o seu agradecimento aos doentes e seus familiares pela confiança que depositaram na instituição e nos seus profissionais para a gestão e resolução deste surto. Por último, o Conselho de Administração quer também manifestar agradecimento e reconhecimento a todos os profissionais dos serviços de internamento e em atendimento de urgência/permanência, Serviço de Virologia, GCL-PPCIRA e Gabinete de Medicina do Trabalho, que nestes dias estiveram ativamente a trabalhar para limitar os efeitos desta situação e que deram um exemplo de grande profissionalismo e dedicação.

INVESTIGADORES DO IPO DISTINGUIDOS PELO PRÉMIO MSD

João Lobo, Médico Interno do Serviço de Anatomia Patológica do IPO do Porto e estudante do Programa Doutoral em Patologia e Genética Molecular do ICBAS, foi o vencedor do Prémio MSD de Investigação em Saúde 2020, no valor de 10 mil euros. O projeto apresentado, intitulado “Uncovering novel prognostic and predictive epigenetic biomarkers in malignant testicular germ cell tumors”, pretende descobrir novos biomarcadores de diagnóstico e prognóstico não invasivos em biópsias líquidas, bem como novos tratamentos menos tóxicos para doentes com cancro do testículo.

Um outro projeto no âmbito dos tumores de células germinativas do testículo, suportado pelas publicações realizadas no ano de 2019 e apresentado por João Lobo foi também distinguido pela Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos e pelo Banco Carregosa com Menção Honrosa na “4ª edição do Prémio Banco Carregosa/SRNOM”, que reconhece e estimula a investigação clínica de excelência em Portugal.

Com esta linha de investigação, o IPO do Porto pretende identificar biomarcadores que permitam discriminar com precisão os doentes que mais beneficiarão de tratamentos de quimioterapia após a cirurgia, daqueles que podem ser mantidos em vigilância, sem necessidade de tratamentos adicionais. Por outro lado, os investigadores pretendem propor novas terapias a um subgrupo de doentes que desenvolve doença agressiva e resistente aos tratamentos de quimioterapia convencional. O objetivo último é oferecer os melhores cuidados de saúde a estes doentes jovens, proporcionando igualmente a melhor qualidade de vida possível após o tratamento.

Com estes apoios, os investigadores do IPO do Porto terão acesso a tecnologias moleculares avançadas, que permitirão estudar em detalhe a Epigenética dos tumores de células germinativas do testículo, tendo em vista o desenvolvimento de biomarcadores e a sua aplicação clínica.

O Prémio MSD de Investigação em Saúde 2020 atribuiu ainda a João Costa, também Médico Interno de Anatomia Patológica do IPO do Porto, uma Menção Honrosa pelo protocolo de investigação apresentado na área do rastreio da Síndrome de Lynch, a ser realizado em colaboração entre o Grupo de Epigenética e Biologia do Cancro e os Serviços de Genética e de Anatomia Patológica. Os investigadores irão testar e comparar os diferentes tumores de cada doente, e detetar as limitações dos testes moleculares do rastreio. Os resultados poderão permitir identificar mais famílias com Síndrome de Lynch, a principal síndrome de predisposição hereditária para o cancro, incluindo doentes em fases mais precoces de cancro, diminuindo também o custo socioeconómico desta doença.

 

Dia Mundial da Segurança do Doente

Neste âmbito, e no dia em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) assinala o Dia Mundial da Segurança do Doente, reforçamos as principais medidas:

  1. Segurança na Higiene das Mãos;
  2. Segurança nos Equipamentos de Proteção Individual;
  3. Segurança pela Etiqueta Respiratória.

“5 Momentos” para a Higiene das Mãos

Antes do contacto com o doente;

Antes de um procedimento limpo/assético;

Após risco de exposição a fluídos orgânicos, secreções, excreções, membranas mucosas, pele não intacta ou penso;

Após o contacto com o doente;

Após o contacto com objetos e equipamento do ambiente envolvente do doente.

Segurança nos Equipamentos de Proteção Individual

O EPI é usado com base no risco de exposição (área onde o profissional trabalha e tipo de atividade/procedimento que vai realizar) e a dinâmica de transmissão do vírus (por exemplo, contacto, gotículas ou via aérea;

A máscara colocada aquando da entrada na instituição poderá ser mantida durante quatro a seis horas e nessa altura substituída, e substituir sempre que estiver húmida;

Para observação ou contacto com doentes que não sejam considerados como caso suspeito ou confirmado de COVID-19, é usada máscara cirúrgica e restantes precauções adicionais, consoante a indicação para cada doente, se for previsível contacto com fluídos orgânicos, usa-se também avental e luvas;

Os profissionais de saúde envolvidos no atendimento direto de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19 usam EPI de contacto e de gotícula, e respeitando as indicações da Norma 004/2020 da DGS em vigor: bata, máscara, proteção ocular – óculos ou viseira (de abertura inferior, luvas, cobre-botas (se não estiver a usar calçado dedicável e não higienizável); touca.

Segurança pela Etiqueta Respiratória

É garantida a disponibilidade de máscaras cirúrgicas em local acessível e do conhecimento de todos os profissionais;

Os profissionais de saúde promovem a aplicação de medidas de etiqueta respiratória junto de todos os utentes, com sinais e sintomas de infeção respiratória que entrem no IPO Porto e oferecem de imediato uma máscara cirúrgica, se a situação clínica deste o permitir;

A máscara deve ser colocada pelo próprio doente, sob orientação do profissional.

O utente tem acesso à solução alcoólica para a desinfeção das mãos antes e após a colocação da máscara e deve ser orientado para:

– Manter a máscara cirúrgica sempre bem colocada e ajustada;

– Evitar mexer na máscara e na face ou tocar nos olhos, boca ou nariz. Se o fizer, deve higienizar de imediato as mãos;

– Evitar tossir para as mãos: tossir ou espirrar para o antebraço ou manga, com o antebraço fletido ou usar lenço de papel. Neste caso, deitar o lenço para o contentor de resíduos e higienizar as mãos de imediato;

– Manter uma distância mínima de dois metros dos outros utentes;

– Retirar a máscara apenas quando tiver autorização do profissional de saúde;

– Sempre que a máscara se encontrar molhada, deve retirá-la pegando numa das extremidades e descartar para o contentor de resíduos apropriado Grupo III – saco branco, higienizando as mãos de seguida e antes de colocar nova máscara.

IPO do Porto coloca em ação plano para aumentar eficiência energética

Um investimento na ordem dos 500 mil euros que vai permitir uma poupança significativa de gás natural, com esperado retorno em 7 anos.

No conjunto de todas as medidas, o IPO do Porto irá ver reduzida a sua fatura anual da energia em cerca de 386 mil euros (uma descida dos 886 mil euros para os 500 mil euros) e uma restrição de mais de 1.400 toneladas de gases produtores de efeito de estufa.

No âmbito da eficiência enérgica, também foram substituídos os geradores de vapor por caldeiras de água quente e caldeiras de vaporização rápida, que servem as unidades de tratamento de ar afetas ao Bloco Operatório, Unidade de Cuidados Intensivos, Serviço de Esterilização e outros serviços. É outra medida distinta, mas igualmente estimada num valor de 500 mil euros de investimento.

O presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto, Rui Henrique, indicou um investimento total de 5,3 milhões de euros, comparticipados por fundos comunitários em 4,5 milhões de euros. “Foi para o IPOP um grande desafio melhorar o desempenho energético dos seus edifícios e promover a utilização racional dos recursos. É um projeto ainda em curso mas que muito nos orgulha por já termos alcançado os primeiros resultados e pela perseverança de agarrar a oportunidade de financiamento para modernizar o hospital e contribuir ativamente para a utilização das energias renováveis nas infraestruturas públicas”.

Nesta fase, o IPOP estima que “cerca de 30% deste ambicioso projeto esteja já implementado”, mas o programa incluí, ainda, outras etapas com medidas muito importantes e específicas para os Edifícios de Cirurgia e dos Laboratórios: implementação de painéis fotovoltaicos (produção de energia elétrica), substituição da iluminação convencional por LED, implementação do sistema de gestão técnica e centralizada, e recuperação das fachadas e caixilharia dos edifícios. O Serviço de Instalações, Equipamentos e Transporte do IPOP estima que “até ao final de 2020 mais de 60% do programa esteja concluído.”

Créditos Fotos: Pedro Vidinha, IPOP

IPO Porto com novos acessos ao parque de estacionamento

A implementação do novo sistema vai originar mudanças de circuitos, com ativação de entradas novas e encerramento de outras, o que se vai refletir numa circulação mais fluída e segura para os doentes.

A principal alteração prende-se com o encerramento do portão situado em frente à entrada principal, que passa a permitir apenas acesso pedonal.

Os doentes passarão a ter disponível o Portão 2 (frente à Estação de Metro, a 200 metros da entrada que será desativada) e o Portão 4 (S. Tomé). Ambas as entradas terão apoio de segurança. A saída do parque pode ser feita através de qualquer um dos outros portões.

A localização das máquinas para pagamento automático será a mesma: Porta Edifício Principal; Porta SANP; Porta S. Tomé e junto ao Edifício dos Laboratórios e, a médio prazo, serão disponibilizadas novas formas de pagamento, nomeadamente por via verde e multibanco.

IPO LANÇA PRÉMIO EM INVESTIGAÇÃO EM CANCRO GÁSTRICO

Em avaliação estarão trabalhos originais, de investigação clínica ou de translação, na área do cancro gástrico (epidemiologia, diagnóstico/diagnóstico precoce, terapêutica, prognóstico, resultados reportados pelo doente) que tenham sido publicados em revistas indexadas com revisão por pares nos últimos dois anos, sendo que pelo menos um dos autores tem de estar inscrito na Ordem dos Médicos.

A distinção será atribuída anualmente e tem um prémio no valor de 1000 euros. A data limite para submissão do trabalho é 31 de janeiro de cada ano civil e pretende-se que o vencedor, este ano, seja conhecido a 31 de março e a distinção entregue aquando do curso anual que se realiza em maio de 2021 no IPO do Porto.  As candidaturas devem ser remetidas para o endereço premiocancrogastrico@ipoporto.min-saude.pt

 

Estudo internacional sobre políticas de gestão do cancro do pulmão na Europa

Pode ler o estudo aqui: https://bit.ly/32e8ueG

A pesquisa realizada utiliza um scorecard de benchmarking, permitindo que os todos países vejam como está o seu desempenho na abordagem desta patologia em comparação com seus pares, usando esse insight para promover mudanças.

Portugal apresenta um bom desempenho por tratar o cancro de pulmão como uma prioridade estratégia e um problema de saúde pública. No entanto, foram identificadas algumas necessidades: o desenvolvimento de uma abordagem direcionada para melhorar a deteção precoce do cancro de pulmão, fortalecimento da legislação antitabaco e mudanças de comportamento através de um melhor acesso aos programas de cessação do tabagismo para adultos e adolescentes.

O estudo recomenda a todos os países da Europa conscientizar, melhorar a prevenção, a deteção precoce, diagnóstico e prognóstico, e garantir o acesso a tratamentos de alta qualidade, incluindo um melhor acesso a  cuidados paliativos. A chave das boas práticas para muitas dessas recomendações é garantir que os doentes façam parte do processo, principalmente, através das associações de doentes.