CONCORD-2

CONCORD-2

Global surveillance of cancer survival 1995-2009: analysis of individual data for 25,676,887 patients from 279 population-based registries in 67 countries (CONCORD-2)

O texto do artigo pode ser encontrado aqui.

O trabalho, desenvolvido por 500 investigadores (nos quais se incluem elementos do RORENO), com dados de mais de 25 milhões de doentes em 67 países mostra que o cancro é mais letal em algumas regiões do que noutras. O estudo, designado CONCORD-2, refere que a maior parte das diferenças observadas “é provavelmente atribuível à desigualdade no acesso aos serviços de diagnóstico e tratamento.” O programa Concord consiste numa colaboração internacional que analisa os dados das políticas nacionais do controlo do cancro. A primeira avaliação, publicada em 2008, apresentava valores de sobrevivência para quatro tipos de tumor em 31 países e descobriu grandes diferenças na sobrevivência entre os doentes norte-americanos de raça branca e de raça negra. Este segundo documento, publicado ontem na revista médica The Lancet, contém estimativas para 10 tipos de cancro em países correspondentes a dois terços da população mundial.

De entre os tumores estudados, os do fígado e pulmão têm o pior prognóstico, com uma sobrevivência a cinco anos inferior a 20% na maioria dos países, tanto ricos como pobres. Por outro lado, o cancro da mama e da próstata apresentaram as sobrevivências mais elevadas, superiores a 70% na maioria dos países.

Em Portugal, a participação dos quatro Registos Oncológicos Regionais (RORENO, ROR-Centro, ROR-Sul e RORA) permitiu a elaboração de estimativas baseadas na cobertura nacional de Registo Oncológico no País. Dos resultados nacionais salienta-se a elevada sobrevivência a 5 anos para o cancro do estômago (33%), que coloca Portugal no 3º lugar dos países europeus com maior sobrevivência para este tumor. Em relação ao período 1995-2009, verificou-se um aumento de sobrevivência de cerca de 20% para a leucemia linfoblástica aguda nas crianças, sendo a sobrevivência a 5 anos de 87% no período de 2005-2009.

Os principais autores do estudo, entre os quais se encontra a epidemiologista portuguesa Helena Carreira, concluíram apelando à Organização Mundial da Saúde e às Nações Unidas para reduzir “as crescentes dificuldades jurídicas e processuais” no acesso aos dados dos doentes oncológicos. Recordam, nomeadamente, as novas leis de proteção de dados que a UE prepara atualmente, que “tornarão ilegais ou impossíveis os registos oncológicos e a maior parte da investigação no campo da saúde pública em 28 países europeus.”

Sobrevivência 2007-08

SOBREVIVÊNCIA GLOBAL 2007/2008

Esta publicação insere-se no trabalho de divulgação de informação epidemiológica e estatística da responsabilidade do RORENO (Registo Oncológico Regional do Norte), dando continuidade à publicação de dados de sobrevivência de doentes oncológicos da Região Norte. Foram considerados na análise apresentada, todos os doentes com idade igual ou superior a 15 anos, diagnosticados com tumores malignos no período 2007 a 2008 e residentes à data de diagnóstico, na área de influência do RORENO.

Esta análise abrangeu um total de 27 386 doentes. A sobrevivência “net” aos 5 anos foi de 60,9%, sendo de 55,6% nos homens e 67,4% nas mulheres. Por grupo etário, as mulheres tiveram pior sobrevivência nas idades mais avançadas (75+). As sobrevivências nos homens foram menos favoráveis no grupo etário 45-54 e 75+.

Nos homens, observaram-se sobrevivências aos 5 anos superiores a 80% nos tumores malignos da glândula tiroideia, testículo, próstata e lábio. No outro extremo, com uma sobrevivência aos 5 anos inferior a 20%, surgem os cancros da vesícula e tracto biliar, hipofaringe, pulmão, fígado, esófago e pâncreas. Nas mulheres, os tumores com melhor sobrevivência foram os da glândula tiroideia, doença de Hodgkin, mama e lábio. Por outro lado, os menos favoráveis foram os tumores do pulmão, pâncreas e fígado.

Comparativamente ao período anteriormente analisado (2005/2006), apesar de algumas variações nas sobrevivências entre os dois períodos, apenas se verificaram diferenças com significado estatístico para os tumores da laringe, pulmão e mama e, em todos estes casos, foram de melhoria de sobrevivência.

Publicação 2009

Os dados de incidência de Cancro na Região Norte (2009) já estão disponíveis.

Esta publicação constitui o 20º volume do Registo Oncológico Regional do Norte e contém informação sobre a incidência de cancro em 2009, na Região Norte de Portugal.

O Registo Oncológico Regional do Norte agradece a todos os que contribuíram para este trabalho, desde os hospitais públicos aos privados, centros de saúde, médicos de anatomia patológica, médicos de outras especialidades e todos os que colaboraram na melhoria de qualidade deste Registo Oncológico.

Descarregue aqui o documento:
Publicação RORENO 2009

Publicação 2010

Os dados de incidência de Cancro na Região Norte (2010) já estão disponíveis.

Esta publicação constitui o 21º volume do Registo Oncológico Regional do Norte e contém informação sobre a incidência de cancro em 2010, na Região Norte de Portugal.

Em relação às publicações anteriores foi introduzida uma alteração relevante na população considerada para a avaliação da incidência: o RORENO passou a coincidir com a área abrangida pela Administração Regional de Saúde do Norte. Com esta alteração passam a pertencer à área abrangida pelo RORENO os concelhos de Arouca, Castelo de Paiva, Espinho, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, São João da Madeira e Vale de Cambra (distrito de Aveiro), Armamar, Cinfães, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, Resende, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca (distrito de Viseu) e Vila Nova de Foz Coa (distrito da Guarda). Esta alteração limita a comparação direta dos valores reportados nesta publicação com os das publicações dos anos anteriores, pelo que tais comparações devem ser efetuadas com cautela.

O Registo Oncológico Regional do Norte agradece a todos os que contribuíram para este trabalho, desde os hospitais públicos aos privados, centros de saúde, médicos de anatomia patológica, médicos de outras especialidades e todos os que colaboraram na melhoria de qualidade deste Registo Oncológico.

Descarregue aqui o documento:
Publicação RORENO 2010

Publicação RON 2010 disponível

A publicação Registo Oncológico Nacional (RON) 2010 já se encontra disponível.

A publicação dos dados dos Registos Oncológicos Regionais do Norte (RORENO), Centro (ROR-Centro), Sul (ROR-Sul) e Açores (RORA) tem como objetivo divulgar informação sobre a incidência de cancro em Portugal, em 2010, permitindo assim um melhor conhecimento sobre os padrões de distribuição da doença oncológica.

 

Em 2010 foram diagnosticados 46724 novos casos de cancro em Portugal, a que correspondeu uma taxa de incidência de cancro de 441,9/100000. A taxa de incidência de cancro foi de 507,7/100000 nos homens (25658 casos) e de 381,7/100000 nas mulheres (21066 casos). Cerca de 67% dos cancros foram diagnosticados em idades superiores a 60 anos.

Relativamente a 2009, verificou-se um aumento de 4,5% no número de casosdiagnosticados.

Comparando as diferentes áreas geográficas do país, verificou-se uma maior incidência de cancro na zona litoral de Portugal Continental e na Região Autónoma dos Açores.

A Região Norte registou as maiores taxas de incidência padronizadas para a idade (população europeia) para o cancro do estômago, em ambos os sexos, e para o cancro da tiróide, no sexo feminino.

A Região Sul registou a incidência mais elevada para o cancro do reto (no homem) e para os cancros do colo do útero, ovário, melanoma maligno da pele e linfoma não Hodgkin (na mulher).

A Região Autónoma dos Açores registou a incidência mais elevada para o cancro da laringe, do pulmão e linfoma não Hodgkin, no homem.

O distrito de Coimbra registou a taxa de incidência padronizada mais elevada no cancro da mama feminina (107,5/100000).

 

O Registo Oncológico Regional do Norte agradece a todos os que contribuíram para este trabalho, desde os hospitais públicos aos privados, centros de saúde, médicos de anatomia patológica, médicos de outras especialidades, todos os que colaboraram com os Registos Oncológicos Regionais.

 

Descarregue aqui o documento:

Publicaçao RON 2010