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ESMO reacredita IPO Porto como Centro Integrado de Oncologia
O Programa de Acreditação da ESMO foi iniciado em 2003 e reconhece os centros oncológicos cujos cuidados paliativos sejam oferecidos, de forma integrada, no decurso da prestação de cuidados a doentes oncológicos. O programa determina ainda que estes cuidados devem estar disponíveis ao longo de todo o percurso da doença, e não apenas no fim da vida, sendo ainda extensíveis às famílias.
O Instituto obteve a sua primeira acreditação ESMO em 2017 e irá receber o novo certificado de reacreditação europeia no mês de outubro, durante o Congresso Mundial da ESMO, em Madrid.
Atualmente, existem mais de 240 Instituições, de 54 países de todo o mundo, que obtiveram este reconhecimento de “ESMO Designated Centre”. Para tal, é necessário o cumprimento de 13 critérios, baseados nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde sobre a prestação de cuidados paliativos a doentes com cancro.
5.ª Gala Solidária IPO Porto – De Pessoas para Pessoas
Esta iniciativa solidária, cuja edição de estreia ocorreu em 2013, surgiu com um objetivo muito claro: sensibilizar a comunidade para a importância da inovação na luta contra o cancro e angariar mais recursos, para que a instituição possa reforçar a sua aposta na investigação oncológica. A investigação, refira-se, é uma das bases da missão do IPO do Porto, instituição que privilegia uma visão centrada no doente, para que este tenha os melhores cuidados de saúde, com enfoque na inovação e na qualidade dos serviços.
Assim, a Gala Solidária cumpre essa missão, enquanto proporciona um encontro geracional “de pessoas para pessoas” entre o Instituto e a comunidade, ao som de grandes e emblemáticos nomes da música em português. As receitas desta 5.ª Gala Solidária revertem, na sua totalidade, para a investigação na área oncológica.
Bilhetes disponíveis em três pontos de venda:
Ticketline (e lojas aderentes) | https://ticketline.pt/evento/76838
IPO Porto | Entrada Principal |09h30 – 12h00 |a partir de 2 de outubro
Coliseu do Porto (Bilheteira e online)
CI-IPOP representado em eventos nacionais e internacionais
A Semana Digestiva é o maior evento nacional de Gastrenterologia, organizado anualmente pela Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia. Esta edição, que decorreu em junho, contou com a forte participação do Grupo PRECAM com um total de 16 intervenções que incluíram a apresentação de 13 estudos clínicos na área de síndrome de predisposição hereditária para cancro colorretal à inteligência artificial na acuidade diagnóstica endoscópica.
Ainda no mês de junho, José Alexandre Ferreira, investigador auxiliar do Grupo de Patologia e Terapêutica Experimental (GPTE), participou na 15ª edição do Jenner Glycobiology and Medicine Symposium, um dos maiores congressos internacionais na área da glicobiologia e medicina. A participação incluiu a moderação de uma das sessões do congresso e ainda uma apresentação oral onde divulgou o seu trabalho na área da translação de glicoproteómica do cancro em novas terapias, nomeadamente vacinas antitumorais.
Também João Lobo, investigador júnior do Grupo de Epigenética e Biologia do Cancro (GEBC) foi também orador convidado para apresentar o seu trabalho sobre cancro do testículo nas Sesiones de actualización en Patologia que decorram em Vigo e no 19º Congresso da Sociedade Portuguesa de Patologia/22º Congresso da Sociedade Portuguesa de Citologia. Carmen Jerónimo, coordenadora do GEBC e Diretora do CI-IPOP, foi moderadora e palestrante no Clinical Epigenetics International Conference na Polónia em maio, onde mostrou novos resultados sobre biomarcadores para deteção em biópsias líquidas dos quatro cancros mais comuns.
Deteção precoce de cancro gástrico atrai 1.7M para o CI-IPOP
Com um investimento global pela União Europeia (EU) de 6.3M e 11.3M, os projetos AIDA – An Artificially Inteligent Diagnostic Assistant for gastric inflammation e TOGAS – Towards Gastric Cancer Screening Implementation in the European Union, coordenados por equipas do Instituto de Investigación Sanitaria – INCLIVA (Valência, Espanha) e Universidade da Letónia, respetivamente, propõem-se produzir conhecimento baseado na evidência, atualmente omisso, que pretende fundamentar as recomendações pela Comissão Europeia para o rastreio de cancro gástrico atualmente em discussão. O projeto AIDA, com duração de 48 meses, procura desenvolver uma ferramenta alimentada em Inteligência Artificial (IA) para apoiar o diagnóstico de inflamação em fases pré-cancerígenas, proporcionar uma vigilância e estratégias de tratamento personalizadas e recomendar medidas de monitorização do estado de saúde dos doentes, por seu lado, e durante os 36 meses de execução, o projeto TOGAS irá avaliar a adequação e eficácia de três metodologias de rastreio de cancro gástrico para implementação na EU.
No CI-IPOP estes projetos são liderados por Mário Dinis-Ribeiro, Coordenador do Grupo PRECAM e Vice-Diretor do CI-IPOP, que também acumula a liderança de pacote de trabalhos, em ambos os projetos, que visam o desenho, implementação e coordenação de estudos piloto centrados no papel da IA no diagnóstico endoscópico e patológico de lesões gástricas (AIDA) e do rastreio de cancro gástrico em indivíduos que aderem a rastreio colorretal (TOGAS).
IPO do Porto acolhe Programa de Intercâmbio HOPE
A participante Valeria Mantenuto foi recebida no Conselho de Administração para uma reunião de encerramento do intercâmbio no IPO do Porto, tendo sido acompanhada em todo o processo pela coordenadora local, Elisabete Durão, diretora do Serviço de Gestão de Doentes do IPO do Porto.
O Programa de Intercâmbio é promovido, em Portugal, pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), em parceria com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), e tem como objetivo dar a conhecer os processos de gestão e a realidade do sistema de saúde português.
Durante o mês de maio, profissionais que trabalham em hospitais e instituições de saúde dentro da União Europeia podem trocar conhecimentos e experiências. Este ano a iniciativa é subordinada ao tema “Clima e ambiente: Desafios para hospitais e serviços de saúde”.
IPO Porto decide avançar com programa de Cirurgia Robótica
Este equipamento de alta tecnologia permite a realização de procedimentos cirúrgicos de forma minimamente invasiva, ou seja, com incisões muito pequenas, reduzindo significativamente o tempo de recuperação do doente.
Este recurso técnico tem sido útil e tem provas dadas na cirurgia urológica, digestiva, ginecológica, torácica e de cabeça e pescoço, áreas que constituem a maior parte da atividade cirúrgica do IPO Porto, instituição que lidera a produção cirúrgica oncológica a nível nacional. Por esse motivo, o IPO do Porto vai criar condições para que, em 2024, se dê início ao programa cirúrgico com recurso à robótica na instituição, após a aquisição deste equipamento e da diferenciação das suas equipas.
A apresentação no IPO do Porto foi uma excelente oportunidade para que os profissionais desta área possam conhecer em detalhe o funcionamento de um robot cirúrgico e dos seus benefícios para os doentes. Além disso, foi também o momento certo para esclarecer dúvidas e trocar experiências. Outras atividades similares estão a ser preparadas, envolvendo outros equipamentos existentes no mercado.
De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), o IPO Porto é a instituição que realiza o maior número de cirurgias oncológicas, por ano, no país. Esta informação demonstra a relevância do IPO Porto nesta área. Nas tabelas abaixo estão discriminados os procedimentos cirúrgicos realizados por hospital e por localização da neoplasia maligna (a verde é assinalada a instituição com maior número de procedimentos cirúrgicos por área de patologia).

Mais informações
No ano de 2022 foram realizadas 11.381 cirurgias no IPO Porto, das quais 58% em regime de internamento (6.602).
Os procedimentos cirúrgicos têm evoluído no sentido de se obterem melhores resultados de eficácia terapêutica, maior segurança e melhor qualidade de vida. Estes objetivos têm sido conseguidos na Instituição, pois há uma preocupação acrescida na preparação dos doentes para as cirurgias, na formação das equipas cirúrgicas e obtenção de recursos técnicos.
Em 1994 surgiram nos EUA aparelhos que permitiram realizar telecirurgia, estes foram apelidados de robôs cirúrgicos. A evolução na construção e aperfeiçoamento destes equipamentos tem ocorrido em vários países e atualmente vários aparelhos dedicados a cirurgia e endoscopia existem no mercado. Mas quais são os benefícios da cirurgia robótica?
A cirurgia robótica é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que utiliza um sistema robótico controlado por um cirurgião para realizar procedimentos cirúrgicos. Estudos clínicos controlados revelaram que:
- A cirurgia robótica é menos invasiva do que a cirurgia aberta usual, o que significa que os doentes geralmente experimentam menos dor e desconforto após a cirurgia. Isso pode levar a um tempo de recuperação mais rápido e uma alta hospitalar mais precoce.
- Está geralmente associada, quando comparada com a cirurgia laparoscópica, a um menor risco de complicações cirúrgicas, como infeções, sangramento e lesões nos órgãos adjacentes.
- Está documentada menor perda de sangue do que a cirurgia aberta tradicional, o que pode reduzir a necessidade de transfusões de sangue durante a cirurgia.
- O sistema robótico utilizado oferece uma visão ampliada e em alta definição do campo cirúrgico, permitindo que o cirurgião visualize melhor as estruturas anatómicas e realize procedimentos com maior precisão. A associação de programas de inteligência artificial adverte o cirurgião de eventuais opções técnicas que podem, em determinadas situações, serem muito uteis.
- Está associada a menor tempo de internamento hospitalar o que permite aumentar o número de procedimentos cirúrgicos e melhor controlar a lista de espera.
Divulgação de vagas para a categoria de Assistente da Carreira Médica
FIM DA OBRIGATORIEDADE DO USO DA MÁSCARA
IPO Porto integra projeto europeu de oncologia de precisão
O projeto pretende facilitar a implementação de diagnósticos moleculares de cancro para oncologia de precisão, como ensaios clínicos do tipo DRUP. O PCM4EU também incorpora uma estratégia de envolvimento do doente para garantir o acesso a ensaios clínicos de base molecular e construirá uma plataforma de agregação de dados.
O consórcio é coordenado por Hans Gelderblom no Centro Médico da Universidade de Leiden (LUMC), na Holanda, tem a duração de dois anos e envolve quinze parceiros europeus.
A reunião de kick-off decorreu em meados de janeiro, em Leiden, onde estiveram presentes dois especialistas do IPO do Porto.
O projeto é dividido em seis pacotes de trabalho (WPs), estando o IPO do Porto envolvido nos seguintes:
WP2 – trata do mapeamento e facilitação do uso de diagnósticos moleculares no cancro
WP3 – trata da promoção da implementação de ensaios clínicos nacionais semelhantes ao DRUP em países europeus
WP4 – está focado na implementação e desenvolvimento de guidelines na área da oncologia de precisão
WP5 – trata do acesso equitativo e transfronteiriço a ensaios clínicos
WP6 – concentra-se na formação na área de oncologia de precisão
Mais informações sobre o projeto.
IPO Porto e a Inteligência Artificial: O futuro
Este encontro foi o último de uma série de três workshops dirigidos aos profissionais de saúde, realizados no segundo semestre, com o objetivo de sensibilização e formação sobre o tema da Inteligência Artificial. Todas as sessões foram conduzidas pelo Professor Doutor Henrique Martins, perito em Transformação dos Cuidados de Saúde e Saúde Digital, mas a sessão de encerramento contou com a presença de convidados externos com projetos em curso na área de AI.
No prosseguimento da sua estratégia de modernização administrativa e transformação digital, a Instituição visa com este projeto sensibilizar e promover a transição e adoção de Inteligência Artificial no IPO do Porto, bem como assegurar a existência de sistemas de informação que garantam o registo sistemático da informação.
De recordar que esta é uma atividade enquadrada num projeto cofinanciado pelo COMPETE 2020. Mais informações aqui: https://ipoporto.pt/eu-cidadao/projetos-financiados/

