ipoporto
Deteção precoce de cancro gástrico atrai 1.7M para o CI-IPOP
Com um investimento global pela União Europeia (EU) de 6.3M e 11.3M, os projetos AIDA – An Artificially Inteligent Diagnostic Assistant for gastric inflammation e TOGAS – Towards Gastric Cancer Screening Implementation in the European Union, coordenados por equipas do Instituto de Investigación Sanitaria – INCLIVA (Valência, Espanha) e Universidade da Letónia, respetivamente, propõem-se produzir conhecimento baseado na evidência, atualmente omisso, que pretende fundamentar as recomendações pela Comissão Europeia para o rastreio de cancro gástrico atualmente em discussão. O projeto AIDA, com duração de 48 meses, procura desenvolver uma ferramenta alimentada em Inteligência Artificial (IA) para apoiar o diagnóstico de inflamação em fases pré-cancerígenas, proporcionar uma vigilância e estratégias de tratamento personalizadas e recomendar medidas de monitorização do estado de saúde dos doentes, por seu lado, e durante os 36 meses de execução, o projeto TOGAS irá avaliar a adequação e eficácia de três metodologias de rastreio de cancro gástrico para implementação na EU.
No CI-IPOP estes projetos são liderados por Mário Dinis-Ribeiro, Coordenador do Grupo PRECAM e Vice-Diretor do CI-IPOP, que também acumula a liderança de pacote de trabalhos, em ambos os projetos, que visam o desenho, implementação e coordenação de estudos piloto centrados no papel da IA no diagnóstico endoscópico e patológico de lesões gástricas (AIDA) e do rastreio de cancro gástrico em indivíduos que aderem a rastreio colorretal (TOGAS).
IPO do Porto acolhe Programa de Intercâmbio HOPE
A participante Valeria Mantenuto foi recebida no Conselho de Administração para uma reunião de encerramento do intercâmbio no IPO do Porto, tendo sido acompanhada em todo o processo pela coordenadora local, Elisabete Durão, diretora do Serviço de Gestão de Doentes do IPO do Porto.
O Programa de Intercâmbio é promovido, em Portugal, pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Hospitalar (APDH), em parceria com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), e tem como objetivo dar a conhecer os processos de gestão e a realidade do sistema de saúde português.
Durante o mês de maio, profissionais que trabalham em hospitais e instituições de saúde dentro da União Europeia podem trocar conhecimentos e experiências. Este ano a iniciativa é subordinada ao tema “Clima e ambiente: Desafios para hospitais e serviços de saúde”.
IPO Porto decide avançar com programa de Cirurgia Robótica
Este equipamento de alta tecnologia permite a realização de procedimentos cirúrgicos de forma minimamente invasiva, ou seja, com incisões muito pequenas, reduzindo significativamente o tempo de recuperação do doente.
Este recurso técnico tem sido útil e tem provas dadas na cirurgia urológica, digestiva, ginecológica, torácica e de cabeça e pescoço, áreas que constituem a maior parte da atividade cirúrgica do IPO Porto, instituição que lidera a produção cirúrgica oncológica a nível nacional. Por esse motivo, o IPO do Porto vai criar condições para que, em 2024, se dê início ao programa cirúrgico com recurso à robótica na instituição, após a aquisição deste equipamento e da diferenciação das suas equipas.
A apresentação no IPO do Porto foi uma excelente oportunidade para que os profissionais desta área possam conhecer em detalhe o funcionamento de um robot cirúrgico e dos seus benefícios para os doentes. Além disso, foi também o momento certo para esclarecer dúvidas e trocar experiências. Outras atividades similares estão a ser preparadas, envolvendo outros equipamentos existentes no mercado.
De acordo com a Direção Geral de Saúde (DGS), o IPO Porto é a instituição que realiza o maior número de cirurgias oncológicas, por ano, no país. Esta informação demonstra a relevância do IPO Porto nesta área. Nas tabelas abaixo estão discriminados os procedimentos cirúrgicos realizados por hospital e por localização da neoplasia maligna (a verde é assinalada a instituição com maior número de procedimentos cirúrgicos por área de patologia).

Mais informações
No ano de 2022 foram realizadas 11.381 cirurgias no IPO Porto, das quais 58% em regime de internamento (6.602).
Os procedimentos cirúrgicos têm evoluído no sentido de se obterem melhores resultados de eficácia terapêutica, maior segurança e melhor qualidade de vida. Estes objetivos têm sido conseguidos na Instituição, pois há uma preocupação acrescida na preparação dos doentes para as cirurgias, na formação das equipas cirúrgicas e obtenção de recursos técnicos.
Em 1994 surgiram nos EUA aparelhos que permitiram realizar telecirurgia, estes foram apelidados de robôs cirúrgicos. A evolução na construção e aperfeiçoamento destes equipamentos tem ocorrido em vários países e atualmente vários aparelhos dedicados a cirurgia e endoscopia existem no mercado. Mas quais são os benefícios da cirurgia robótica?
A cirurgia robótica é uma técnica cirúrgica minimamente invasiva que utiliza um sistema robótico controlado por um cirurgião para realizar procedimentos cirúrgicos. Estudos clínicos controlados revelaram que:
- A cirurgia robótica é menos invasiva do que a cirurgia aberta usual, o que significa que os doentes geralmente experimentam menos dor e desconforto após a cirurgia. Isso pode levar a um tempo de recuperação mais rápido e uma alta hospitalar mais precoce.
- Está geralmente associada, quando comparada com a cirurgia laparoscópica, a um menor risco de complicações cirúrgicas, como infeções, sangramento e lesões nos órgãos adjacentes.
- Está documentada menor perda de sangue do que a cirurgia aberta tradicional, o que pode reduzir a necessidade de transfusões de sangue durante a cirurgia.
- O sistema robótico utilizado oferece uma visão ampliada e em alta definição do campo cirúrgico, permitindo que o cirurgião visualize melhor as estruturas anatómicas e realize procedimentos com maior precisão. A associação de programas de inteligência artificial adverte o cirurgião de eventuais opções técnicas que podem, em determinadas situações, serem muito uteis.
- Está associada a menor tempo de internamento hospitalar o que permite aumentar o número de procedimentos cirúrgicos e melhor controlar a lista de espera.
Divulgação de vagas para a categoria de Assistente da Carreira Médica
FIM DA OBRIGATORIEDADE DO USO DA MÁSCARA
IPO Porto integra projeto europeu de oncologia de precisão
O projeto pretende facilitar a implementação de diagnósticos moleculares de cancro para oncologia de precisão, como ensaios clínicos do tipo DRUP. O PCM4EU também incorpora uma estratégia de envolvimento do doente para garantir o acesso a ensaios clínicos de base molecular e construirá uma plataforma de agregação de dados.
O consórcio é coordenado por Hans Gelderblom no Centro Médico da Universidade de Leiden (LUMC), na Holanda, tem a duração de dois anos e envolve quinze parceiros europeus.
A reunião de kick-off decorreu em meados de janeiro, em Leiden, onde estiveram presentes dois especialistas do IPO do Porto.
O projeto é dividido em seis pacotes de trabalho (WPs), estando o IPO do Porto envolvido nos seguintes:
WP2 – trata do mapeamento e facilitação do uso de diagnósticos moleculares no cancro
WP3 – trata da promoção da implementação de ensaios clínicos nacionais semelhantes ao DRUP em países europeus
WP4 – está focado na implementação e desenvolvimento de guidelines na área da oncologia de precisão
WP5 – trata do acesso equitativo e transfronteiriço a ensaios clínicos
WP6 – concentra-se na formação na área de oncologia de precisão
Mais informações sobre o projeto.
IPO Porto e a Inteligência Artificial: O futuro
Este encontro foi o último de uma série de três workshops dirigidos aos profissionais de saúde, realizados no segundo semestre, com o objetivo de sensibilização e formação sobre o tema da Inteligência Artificial. Todas as sessões foram conduzidas pelo Professor Doutor Henrique Martins, perito em Transformação dos Cuidados de Saúde e Saúde Digital, mas a sessão de encerramento contou com a presença de convidados externos com projetos em curso na área de AI.
No prosseguimento da sua estratégia de modernização administrativa e transformação digital, a Instituição visa com este projeto sensibilizar e promover a transição e adoção de Inteligência Artificial no IPO do Porto, bem como assegurar a existência de sistemas de informação que garantam o registo sistemático da informação.
De recordar que esta é uma atividade enquadrada num projeto cofinanciado pelo COMPETE 2020. Mais informações aqui: https://ipoporto.pt/eu-cidadao/projetos-financiados/

IPO Porto integra consórcio europeu ONCOVALUE
A União Europeia financiou 7M euros ao consórcio europeu ONCOVALUE – Implementing value-based oncology care at European cancer hospitals: An AI-based framework for assessing real-life effectiveness of novel cancer therapies in real-time. O projeto tem como objetivo aumentar as capacidades dos hospitais oncológicos europeus para recolher, de forma fácil e rápida, dados do mundo real (real-world data). A recolha e análise sistemática de dados clínicos são necessárias para o desenvolvimento contínuo dos tratamentos e para a melhoria dos resultados, assim como para apoiar a tomada de decisão de órgãos reguladores e de avaliação de tecnologias de saúde sobre o valor de novos tratamentos oncológicos.
O consórcio é liderado pelo HUS Helsinki University Hospital (Finlândia) e conta com vários parceiros, sendo o IPO do Porto, em conjunto com o Istituto Romagnolo per lo Studio dei Tumori “Dino Amadori” (Itália), líderes em demonstrar a validade de ferramentas de inteligência artificial de extração automática de resultados estruturados, desenvolvidas no âmbito do projeto.
O Grupo de Investigação em Gestão, Resultados e Economia em Cuidados de Saúde do Centro de Investigação do IPO do Porto será responsável por desenhar estudos-piloto, em tipos de cancro específicos, usando a framework desenvolvida previamente no projeto e que irão ser aplicados em hospitais do consórcio, para validar e testar essas ferramentas de inteligência artificial e, no final, para discutir a utilidade dos resultados obtidos com intervenientes na tomada de decisão.
Pode consultar mais informações no site do HUS Helsinki University Hospital.
Equipa de Apoio Psicossocial do IPO Porto presente no CaixaForum Valência
Uma iniciativa organizada pela Fundação La Caixa, no âmbito do “Programa Humaniza – Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas”, que permitiu à EAPS IPO trazer e incorporar conhecimentos e inspiração para o seu trabalho diário com os doentes e famílias acompanhados no IPO do Porto. A iniciativa juntou profissionais de Espanha e Portugal num fórum de discussão que incidiu sobre “A incorporação da perspetiva sistémica no apoio integral”.
Ao abrigo desta parceria com a Fundação La Caixa, o IPO do Porto integrou, em outubro de 2021, dois profissionais – uma psicóloga e uma assistente social – com a formação e a experiência necessárias e reforçou a equipa, em Março de 2022, com a contratação de mais uma profissional de psicologia.
Esta equipa foi constituída no âmbito do “Programa Humaniza – Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas” e a EAPS do IPO desenvolve a sua atividade junto dos doentes e famílias desde o final de 2021.

Investigação translacional sobre dor em discussão no IPO Porto
Esta iniciativa formativa e de discussão decorre no âmbito do consórcio europeu PAINLESS, que conta com vários parceiros – Universidades do Porto, Minho, Santiago de Compostela e da Aalborg University -, sendo o IPO do Porto líder na gestão do projeto e do grupo de trabalho que faz a avaliação da dor e o impacto no doente oncológico.
De realçar a presença de Lars Arendt-Nielsen, professor da Universidade de Aalborg e líder mundial na investigação na área da dor e na identificação de biomarcadores associados. Foi presidente eleito da IASP-International Association for Study of Pain e tem mais de 1100 artigos publicados (H-index 98), tendo recebido mais de 20 prémios e homenagens de organizações nacionais e internacionais.
No encontro, foram apresentadas as várias linhas de investigação em dor a decorrer em Portugal, quer em modelo animal quer em seres humanos. Foram também discutidas quais as oportunidades de investigação de futuro para que seja possível centralizar esforços nesse sentido.
O projeto PAINLESS – Pain relief in palliative care of cancer using home based neuromodulation and predictive biomarkers –, liderado pelo Professor Maite Carillho (USC), tem como objetivo implementar uma intervenção inovadora, baseada em terapias de neuroestimulação, no sentido de reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida dos doentes com cancro e dor crónica.
