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IPO Porto lança podcast “Cancro sem Temor”
No dia 3 de dezembro, o IPO Porto lançou o primeiro de sete episódios do podcast “Cancro Sem Temor”, no Youtube e nas plataformas Spotify e Apple Podcasts. Com o apoio da Novartis, esta iniciativa é dirigida a toda a população e tem o principal objetivo ajudar os doentes e os seus familiares a viver melhor com esta doença.
Com uma periodicidade quinzenal, o podcast pretende desmistificar ideias e apaziguar todas as dúvidas de quem é diagnosticado com cancro e entra numa realidade desconhecida, através de conversas que contam com testemunhos de médicos e outros especialistas, doentes e familiares.
“Os episódios abordam temas bastante importantes sobre o cancro. Para quem está em casa, no carro ou até a fazer os tratamentos, podem ouvir, refletir e reconhecer muito do que ouvem nelas próprias”, disse Susana Sousa, mentora do projeto e médica oncologista no IPO Porto.
O primeiro episódio, “Cancro. Tal e Qual como Sou”, conta com a participação de Ana Paula Cruz (Doente de Cancro de Ovário Metastizado), Dra. Susana Sousa Almeida (Médica Psiquiatra do Serviço de Psiquiatria do IPO do Porto) e Carina Pedro (filha de doente com Cancro de Mama Metastizado), onde partilharam histórias e vivências sobre o surgimento da doença, da adaptação e da influência que teve no quotidiano e na gestão de emoções.
Os direitos dos doentes, ensaios clínicos, benefícios e até a morte são alguns dos temas do podcast moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves. O projeto quer que os doentes e as suas famílias se sintam mais acolhidos, informados e apoiados.
“A perspetiva é sempre esta: É possível viver com esta doença, arranjar mecanismos e ouvir os outros doentes e profissionais que lidam com isto todos os dias”, acrescentou a médica oncologista Susana Sousa.
Assista ao episódio aqui:
Rui Medeiros reeleito presidente da ECL
Esta associação europeia, fundada em 1980, tem sede em Bruxelas e representa 30 organizações de 28 países, representando 450 milhões de europeus. A eleição do novo ECl Board decorreu por votação na Assembleia Geral da ECL. Na nova direção estão representantes da Dinamarca, Espanha, Reino Unido, Chipre, Luxemburgo, Eslováquia e Portugal.
A ECL tem como missão promover e defender a melhoria das estratégias de prevenção e controle do cancro na Europa, facilitando a colaboração entre as 30 organizações membros da ECL – em Portugal é representada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – e influenciando as políticas da UE e pan-europeias.
A prevenção do cancro, o acesso às novas tecnologias no rastreio e nos tratamentos, a luta contra o tabaco e a implementação do Código Europeu Contra o Cancro têm sido algumas das áreas de intervenção mais visíveis da ECL.
No âmbito das suas funções como Presidente da ECL, Rui Medeiros irá participar, na próxima terça-feira, 30 de novembro, numa reunião com o grupo de deputados do Parlamento Europeu envolvidos na Luta Contra o Cancro (MEPs Against Cancer).
IPO Porto realiza cirurgia VATS número 500
O IPO do Porto introduziu a técnica em 2019, mas foi durante o ano de 2020 que o serviço de Cirurgia Torácica consolidou o programa de VATS. Num total de 262 cirurgias realizadas nesse ano, 73.3% dos doentes teve acesso a este tipo de abordagem. Este ano já foram realizadas mais de 200 cirurgias VATS. O IPO do Porto, em conjunto com o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), oferece também este tipo de abordagem em doentes em idade pediátrica.
“Esta é uma opção estratégica muito mais benéfica para o doente no tratamento das patologias do foro de cirurgias torácica, em particular, no tratamento do cancro do pulmão em estadios cirúrgicos precoces”, explica Gonçalo Paupério, diretor do serviço.
Os benefícios da VATS para o doente passam por um processo com menor dor no pós-operatório, internamento mais curto, regresso à atividade diária normal mais rápido, melhor resultado estético e funcional, menor uso de analgésicos e de ocorrência de dor crónica e melhor da qualidade de vida.
A cirurgia torácica é a especialidade que se ocupa do diagnóstico e tratamento, em pediatria e no adulto, de doenças do pulmão, mediastino, parede torácica e pericárdio.
“Pretendemos tornar o serviço de Cirurgia Torácica, que está integrado na equipa multidisciplinar da Clínica do Pulmão, num centro de referência e confiança para os doentes e uma escola de cirurgia torácica para as próximas gerações de cirurgiões”, conclui Gonçalo Paupério.
Medicina de Precisão distinguida pelos Prémios AICIB 2021
Em Portugal estão a ser dados os primeiros passos na área da integração genómica no circuito de tratamento e orientação dos doentes oncológicos. O IPO do Porto desenvolveu a sua própria estratégia de Medicina de Precisão, que decorre há mais de dois anos e é liderada por uma equipa de especialistas diferenciadas que analisa e debate cada caso num “Molecular Tumor Board”. Até hoje, o IPO do Porto já integrou cerca de 330 doentes neste programa inovador, que também acolhe doentes de outras instituições de saúde, bem como da área de oncologia pediátrica.
O primeiro passo foi a criação de uma Unidade de Ensaios Clínicos de Fase Precoce (Fase I e II) em 2019. Integrada na Unidade de Investigação Clínica, esta unidade de intervenção garante aos doentes o acesso a medicamentos e tratamentos inovadores, mais eficazes e seguros, numa fase precoce do seu desenvolvimento. O objetivo do IPO do Porto com este programa é acelerar e potenciar a atração de mais ensaios clínicos para Portugal e possibilitar o acesso a terapias inovadoras a cada vez mais doentes.
A AICIB analisou 22 candidaturas, de que resultaram 14 prémios e três menções honrosas, que foram entregues numa cerimónia que decorreu no passado dia 9 de novembro, na sede do Infarmed. Estes prémios visam apoiar projetos de capacitação apresentados e desenvolvidos pelos centros de investigação clínica das unidades de saúde hospitalares do sistema de saúde.
Pediatria integra estudo sobre COVID-19
O estudo incluiu 1500 doentes oncológicos pediátricos de 131 instituições (45 países) que entre abril de 2020 e fevereiro de 2021 tiveram infeção por SARS-Cov2.
O artigo foi publicado no Lancet Oncology, no final de Agosto 2021, e as principais conclusões mostraram que 20% das crianças e adolescentes com cancro infectadas com SARS-Cov2 contraíram doença grave e crítica, e que a mortalidade (4%) aconteceu numa proporção maior do que é relatado na literatura da população pediátrica geral (0.01-0,7%). O tratamento do cancro também foi afectado, pois foi modificado em 56% dos doentes e 45% suspenderam a quimioterapia enquanto as infeções eram tratadas.
Estes dados podem ajudar a definir novas diretrizes para a prática clínica neste contexto e aumentar a consciencialização global de que crianças e adolescentes com cancro apresentam alto risco de desenvolver COVID-19 com doença grave.
Artigo: https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(21)00454-X/fulltext
Testemunhos de Sobrevivência Grupo de Veteranos
- “O caminho não foi fácil. Muita quimio e radioterapia. Todos estes processos enfraqueceram-me. O cabelo, as pestanas e as sobrancelhas foram desaparecendo com os tratamentos. As forças físicas faltavam, a boca seca e cheia de feridas e de aftas dificultavam muito a alimentação. Com o tempo, perdi a capacidade de abrir a boca. As saudades de casa, do meu quarto, da minha cama e até da escola, apertavam de tal forma que a vontade de regressar superava isto tudo, fazia quase esquecer todo o sofrimento e deram-me muita força para enfrentar a doença.”
Ana Rita, 33 anos. Teve um Rabdiomiossarcoma aos 7 anos de idade.
- “O importante é nunca desistirmos daquilo que queremos e que, acima de tudo, devemos aproveitar bem o tempo com as pessoas que mais amamos porque o amanhã é uma incógnita. O que importa é o presente e estarmos bem, felizes, pois o futuro vai-se construindo. Quem tem força e vontade de vencer esta doença consegue vencer todos os obstáculos! Encara esta situação como um desafio que a vida te colocou e sente-te sempre orgulhoso de ti e da tua
vontade de vencer!”
Diana, 27 anos, casada e com 1 filho. Teve uma Leucemia Mieloblástica Aguda aos 11 anos de idade.
- “Foi aqui no IPO que conheci o melhor grupo de amigos que tenho até aos dias de hoje. E, para além de amigos, somos também um grupo de jovens que se prontifica a ajudar todos aqueles que passam por esta fase difícil da sua vida que é ter um cancro, dando como exemplos os nossos testemunhos, esclarecendo duvidas que possam ter, fazendo companhia àqueles que precisarem e tentando passar a mensagem de que ter cancro não é o fim de nada e pode
tornar-se no inicio de muitas coisas boas. Com a minha história, pretendo espalhar a mensagem de que juntos somos mais fortes e quem faz esta caminhada, nunca caminha sozinho.”
Hélder, 32 anos. Teve um Germinoma aos 11 anos de idade.
- “Através de uma luta que, apesar de dura, não foi invencível cresci muito como pessoa e este meu testemunho é só mais uma prova disso. Para ti, que enfrentas os mesmos medos e dilemas que eu enfrentei, mantêm-te positivo e com força para que, no futuro, sejas tu a contar a tua história.”
João, 32 anos. Teve uma Leucemia Linfoblástica Aguda aos 11 anos de idade.
- “Através dos rostos dos meus pais, soube que o resultado era mau e, então, a médica disse-me que a doença tinha voltado. Naquele momento só fiz uma pergunta: vou ter que deixar a escola? A médica disse-me que sim. No regresso a casa, vinha muito triste mas, ao mesmo tempo, fiquei surpreendida com a atitude do meu namorado, que me disse que ficava comigo sempre e que me ia dar forças para ultrapassar esta etapa. Mesmo naquele momento de grande angústia, fiquei feliz. Prometi a mim mesma que ia ter força e coragem para ultrapassar novamente a doença, pois tinha uma vida pela frente, juntamente com uma pessoa que me fazia feliz.”
Mariline, 29 anos, casada. Teve um Linfoma de Hodgkin aos 10 anos de idade.
- “Nasci com um fibrossarcoma congénito agudo, na cabeça. Na altura, o conhecimento desta doença em crianças ainda era muito primitivo, por esse motivo tudo era objeto de estudo! Foi difícil não saber como seria o amanhã sobretudo para os meus pais! No entanto, cresci alegre e feliz como qualquer criança, estudei, fiz desporto e algumas asneiras também. Com alguns avanços e recuos da doença, alguns sustos e várias “visitas” ao hospital ao longo de vários anos, mas que nunca me impediram de sonhar e de viver. Tenho 35 anos, sou mãe, esposa e uma vida inteira pela frente a sorrir. Quando olho para trás não vejo tristeza vejo uma luta com muito amor à minha volta…”
Andreia, 35 anos, educadora de infância e fotógrafa, união de facto, 1 filho. Teve um Fibrossarcoma à nascença.
Todos este excertos são de um livro que o Grupo de Veteranos, ex-doentes do Serviço de Pediatria do IPO do Porto, editou em 2014 em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
Retoma Visitas Internamento
Em contexto de pandemia por COVID-19 e, face à necessidade de reforçar as medidas de proteção dos doentes e da comunidade em geral, foram definidas novas regras para visitas nos hospitais.
No IPO do Porto a gestão de visitas é realizada pelo doente. Só será permitida uma visita por doente durante 30 minutos, duas vezes por semana, entre as 15h00 e as 17h00, consoante o serviço onde está internado.
As visitas terão de ser agendadas previamente (até às 14h00 ao dia útil anterior) por email. Todas as informações de contactos para marcação, horários ou outros serão disponibilizadas ao doente no dia do internamento.
Os visitantes devem cumprir as seguintes recomendações:
- Distanciamento físico entre visitante, doente e profissionais de saúde;
- Utilização correta de máscara cirúrgica
- Etiqueta respiratória;
- Higienização frequente das mãos.
Consciente da importância das visitas para o equilíbrio psicossocial e recuperação dos doentes, o Instituto conta com a melhor colaboração e cidadania de todos para que este regresso aconteça em total segurança.
Porto Declaration on Cancer Research

Pode ler o documento atualizado aqui..
Esta Declaração tem como objetivo chamar a Comissão da UE, governos nacionais, cientistas, organizações de doentes e todas as partes interessadas para fortalecer a investigação em todas as etapas do cancro, incluindo a prevenção, diagnóstico, tratamento e seguimento.
Se pretende associar-se e endossar a declaração, assine-a eletronicamente.
IPO premiado pela Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação
O estudo, que teve início em 2014, teve por objectivo avaliar as principais características dos doentes de cancro de mama submetidos a cirurgia e assistidos em sete Serviços de Medicina Física e de Reabilitação nacionais, durante um período de 5 anos. Foram identificadas e analisadas as principais incapacidades e limitações funcionais associadas ao Cancro e aos seus tratamentos.
Este trabalho foi apresentado e distinguido com um honroso segundo prémio no congresso anual da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação (ISPRM), que se realizou a semana passada em formato virtual subordinado ao tema “Furthering Rehabilitation in a New World”.
Para o IPO do Porto e para o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, a aposta na investigação é muito importante para melhorar o conhecimento médico e criar novos projetos e modelos de tratamento que tragam respostas clínicas ainda mais eficazes para o doente.
Colaborações
BREAST CANCER POPULATION IN PORTUGUESE PMR SERVICES
- Rocha1, J. Romano2, O. Romano1, T. Amaral3, L. Prates4, F. Antunes5, F. Gabriel6, C. Ângelo7, C. Gomes8
1- IPO do Porto FG, EPE;
2- Hospital Pedro Hispano, Unidade Local de Saúde de Matosinhos;
3- IPO de Lisboa FG, EPE;
4- Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, EPE ;
5- Hospital de Braga, EPE;
6- Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE ;
7- Hospital São Francisco Xavier, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental;
8- IPO Coimbra FG, EPE
Projeto SAFE EUROPE coloca IPO em consórcio europeu
Consórcio Europeu:
- UU – Ulster University (Coordenador do projeto)
- UoM – University of Malta
- SRM – Society of Medical Radiographers
- EFRS – European Federation of Radiographer Societies
- PTE – Polskie Towarzystwo Elektroradiologii
- ART – Associação Portuguesa de Radioterapeutas
- IPOP – Instituto Português de Oncologia do Porto
A Radioterapia moderna não só aumentou a necessidade de profissionais com competências especializadas, como também aumentou as responsabilidades do Técnico de Radioterapia, face às exigências na qualidade, eficiência e segurança de todos os procedimentos da modalidade terapêutica. No entanto, não existe uma regulamentação comum para estes profissionais a nível europeu, o que gera diferenças em termos de competências requeridas, dificultando a sua mobilidade no território da UE.
Assim, este projeto tem como objetivo principal avaliar as necessidades educativas no que diz respeito às competências dos Técnicos de Radioterapia, na Europa, nos seguintes domínios:
- Administração de tratamentos
- Competências digitais
- Economia circular
- Papéis avançados
O plano de trabalho inclui 12 Work Packages (WPs), sendo o IPO do Porto a instituição responsável pelo WP7 intitulado “Competências digitais para os Técnicos de Radioterapia”. O IPO do Porto também representa um papel bastante ativo no WP5 intitulado “Perceção dos doentes das competências dos Técnicos de Radioterapia”.
Como resultados esperados, preconizam-se recomendações relativas às competências a serem desenvolvidas com o objetivo de promover a adoção das melhores práticas em toda a UE, numa área chave dos cuidados aos doentes oncológicos.
Ações de divulgação:
- Comunicação oral: “Journal Club: Competências Digitais dos Radioterapeutas – caso de estudo”, IPO-Porto, 16 de Julho de 2020;
- Seminário em Técnicas Avançadas em Radioterapia: “Digital Skills Role in Radiation Therapists’ Profile- study case”, Escola Superior de Saúde do Porto, 29 de Maio de 2020;
- Comunicação oral: “Digital Skills Development Assessment Among Therapeutic Radiographers”, International Conference on Medical Imaging and Radiotherapy, Malta, 7 de Fevereiro de 2019.
- Comunicação oral: “Radiation Therapists and Digitalisation of the Healthcare Industry”, CNART2019, Associação Portuguesa de Radioterapeutas, 9 de Novembro de 2019;
- Comunicação oral: “Journal Club: SAFE EUROPE – Safe and Free Exchange of EU
- Radiography Professionals across Europe”, IPO-Porto, 31 de Julho de 2019;
- Comunicação oral: “Digital Skills Role in Radiation Therapists’ Profile”, II International Meeting of Medical Technology and Healthcare Business, 3 de Maio de 2019
Doutoramentos a decorrer:
- WP7: Barbara Barbosa, Digital skills for Therapeutic Radiographers, Universidade de Vigo;
- WP6: Ana Luísa Soares, Circular economy in Radiotherapy, Universidade de Vigo;
- WP8: Celeste Oliveira, Advanced practice for Therapeutic Radiographers, Universidade de Vigo.

Para mais informações: www.safeeurope.eu
