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3º episódio do podcast “Cancro sem Temor” já se encontra disponível
Encontra-se disponível no Youtube e nas plataformas Spotify e Apple Podcast, o 3º episódio do Podcast “Cancro Sem Temor” desenvolvido pelo IPO Porto em parceria com a Novartis.
Lúcia Gonçalves, moderadora do podcast, iniciou o episódio explicando que “a investigação científica, inovação, ensaios clínicos, nunca como agora permitiram que tantos doentes beneficiassem do conhecimento qualificado para combater a doença oncológica. As vantagens para o doente são evidentes.” Os convidados que participam nesta conversa são José Dinis, coordenador dos Ensaios Clínicos, José Mário Mariz, orientador da Clínica Onco-hematologia e Fátima Oliveira (doente com carcinoma da mama metastizado).
Apesar da esperança e do receio do doente pelo desconhecido, do outro lado há a confiança no médico. Através da relação de forças que estabelecem, cada um tem a inovação do seu lado.
“Agradeço todos os dias por este ensaio. Durante estes quatro anos correu sempre tudo bem. Ao fim de três meses o medicamento tinha efeito. Num ano, o cancro estava controlado.” afirmou Fátima Oliveira, doente com carcinoma da mama metastizado, desde 2017, explicando que apesar de se sentir assustada, não tinha nada a perder em participar no ensaio clínico.
Para José Mário Mariz, orientador da Clínica Onco-hematologia do IPO do Porto, a medicina de precisão foi uma das grandes inovações, por mudar por completo o prognóstico do doente. “Foi de facto um grande marco. E foi o início da medicina de precisão, a nível de oncologia. Hoje há fármacos que são dirigidos a uma determinada alteração que a doença apresenta.”
A missão do IP O do Porto é estar na vanguarda do conhecimento e dos tratamentos. Continua a existir uma necessidade de conhecimento e trabalho de equipa, para melhorar a resposta no controlo da doença. Atualmente, o ensaio clínico é usado como um tratamento standard.
“Há ensaios clínicos negativos. Mas procuramos sempre inovar e evoluir o próprio ensaio.” explica José Dinis, coordenador da Unidade de Investigação Clínica IPO do Porto.
No próximo episódio, “Há Benefícios Com o Cancro, Como Assim?”, serão dadas linhas orientadoras e informação básica em relação aos benefícios e direitos dos doentes oncológicos, no quadro do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e na Segurança Social (SS).
Jovem investigador recebe prémio Life 2021 Young Investigator
A distinção visa premiar jovens investigadores doutorados de todo o mundo, com menos de 40 anos, por excelência da sua investigação na área das ciências da vida.
O jovem médico e investigador já publicou 68 artigos originais em publicações revistas por pares (39 como primeiro autor) e tem 53 comunicações científicas com resumo publicado em revistas internacionais (27 como primeiro autor). João Lobo é autor de 8 capítulos de livro, todos como primeiro autor. O jovem médico já foi anteriormente reconhecido e galardoado por projetos de investigação na área da Epigenética dos tumores de células germinativas do testículo.
João Lobo e Vincenzo Russo, igualmente distinguido por este galardão, receberão 1000 CHF (francos suíços).
A Life é uma revista internacional de “open access” que publica estudos científicos relacionados com temas fundamentais em ciências da vida.
Projeto Gentil distinguido no Portugal Digital Awards 2021
Renato Magalhaes, Diretor do Serviço de Gestão de Sistemas de Informação e Comunicação e gestor do projeto, explica que “o médico deixará de necessitar de consultar páginas e páginas de “texto livre” e passará a ter num dashboard as informações consideradas mais críticas para auxiliar no processo de tomada de decisão”, reforçando que a ferramenta utiliza a inteligência artificial com recurso a técnicas como Text Mining e processamento de linguagem natural. “Tendo sido executado numa altura difícil, como a que vivemos, este trabalho só foi possível devido ao empenho da equipa de projeto”, concluiu.
O projeto Gentil – Text Mining integra-se no projeto TMN: Text Mining, infrastructure and Network, financiado pelo COMPETE. Para além do desenvolvimento da ferramenta permitiu a implementação de uma solução de Bring Your Own Device (BYOD), a renovação do portal interno e a implementação de uma solução de gestão documental, bem como um reforço ao nível da segurança informática.
Este ano, o Portugal Digital Awards recebeu mais de 300 candidaturas tendo sido selecionadas para a fase final 38 projetos bastante disruptivos e inovadores com uma representatividade de todos os setores da economia. O Portugal Digital Awards é uma iniciativa conjunta da IDC e da Axians. Visa reconhecer e premiar a excelência de organizações com visão e audácia, que integram a transformação digital nos seus processos e, consequentemente produzem melhorias para a sociedade em geral.


2º episódio do podcast “Cancro sem Temor”
“Quem é que nunca navegou de forma anónima no Dr. Google, à procura de saber se o que comeu provoca cancro, ou se o tratamento de estética que está a pensar fazer aumenta o risco de desenvolvimento de algum tipo de tumor?”, começou por dizer a moderadora do podcast, Lúcia Gonçalves, dando início à conversa que conta com a participação de Cristina Nogueira (Doente de Cancro da Mama Metastizado), de Deolinda Pereira (Diretora de Serviço de Oncologia Médica do IPO Porto) e de Fátima Teixeira (Enfermeira Coordenadora da Clínica de Patologia Digestiva).
Os mitos ganham força pela quantidade de vezes que são repetidos e pela sua perpetuação no mundo digital. Esta desinformação contribui fortemente para alimentar mitos e monstros que afetam o bem-estar dos doentes oncológicos e das suas famílias. O conhecimento é a melhor arma para os combater e é o primeiro passo para a sensibilização desta doença.
“Nós devemos saber colocar no lado do doente sempre, do lado da sua família, e ajudá-lo nesses momentos com muita tranquilidade, muita serenidade, e não vamos querer, de um momento para o outro, transformar os hábitos daquele doente e família, porque não devemos, nem podemos.”, disse Deolinda Pereira, Diretora do Serviço de Oncologia Médica do IPO Porto.
O papel dos profissionais de saúde é importante no processo de adaptação do doente à sua nova realidade, é importante para desvendar a verdade e desmistificar ideias.
“Efetivamente, chegam ao IPO vêm com medo efetivamente ‘Tenho Cancro e vou morrer’. E, portanto, nós temos que desmitificar isso e mostrar que hoje em dia temos muitos doentes curados. É muito bom, quando naquele dia, com aquele doente nós temos alguém na sala de espera a quem podemos recorrer – ‘Olhe, importa-se de dar o seu testemunho aqui com este doente?’”, revela Fátima Teixeira, Enfermeira Coordenadora da Clínica de Patologia Digestiva.
Neste episódio houve espaço para esclarecer alguns mitos que acompanham o doente e a sua família ao longo de todo o percurso da doença, entre os quais a alimentação, a sexualidade e a autoestima.
“Depois pensei que isto não faz muito sentido. Já me basta ter um cancro. Já me basta ter o prognóstico complicado. Porque é que eu não hei de comer uma torrada ao pequeno-almoço?” afirmou Cristina Nogueira, doente de cancro da cama metastizado.
No dia 7 de janeiro, ficará disponível o terceiro episódio “A Inovação do Meu Lado”, que terá o seu foco na investigação científica, na inovação e nos ensaios clínicos que permitem beneficiar os doentes no combate à doença oncológica.
IPO Porto lança podcast “Cancro sem Temor”
No dia 3 de dezembro, o IPO Porto lançou o primeiro de sete episódios do podcast “Cancro Sem Temor”, no Youtube e nas plataformas Spotify e Apple Podcasts. Com o apoio da Novartis, esta iniciativa é dirigida a toda a população e tem o principal objetivo ajudar os doentes e os seus familiares a viver melhor com esta doença.
Com uma periodicidade quinzenal, o podcast pretende desmistificar ideias e apaziguar todas as dúvidas de quem é diagnosticado com cancro e entra numa realidade desconhecida, através de conversas que contam com testemunhos de médicos e outros especialistas, doentes e familiares.
“Os episódios abordam temas bastante importantes sobre o cancro. Para quem está em casa, no carro ou até a fazer os tratamentos, podem ouvir, refletir e reconhecer muito do que ouvem nelas próprias”, disse Susana Sousa, mentora do projeto e médica oncologista no IPO Porto.
O primeiro episódio, “Cancro. Tal e Qual como Sou”, conta com a participação de Ana Paula Cruz (Doente de Cancro de Ovário Metastizado), Dra. Susana Sousa Almeida (Médica Psiquiatra do Serviço de Psiquiatria do IPO do Porto) e Carina Pedro (filha de doente com Cancro de Mama Metastizado), onde partilharam histórias e vivências sobre o surgimento da doença, da adaptação e da influência que teve no quotidiano e na gestão de emoções.
Os direitos dos doentes, ensaios clínicos, benefícios e até a morte são alguns dos temas do podcast moderado pela jornalista Lúcia Gonçalves. O projeto quer que os doentes e as suas famílias se sintam mais acolhidos, informados e apoiados.
“A perspetiva é sempre esta: É possível viver com esta doença, arranjar mecanismos e ouvir os outros doentes e profissionais que lidam com isto todos os dias”, acrescentou a médica oncologista Susana Sousa.
Assista ao episódio aqui:
Rui Medeiros reeleito presidente da ECL
Esta associação europeia, fundada em 1980, tem sede em Bruxelas e representa 30 organizações de 28 países, representando 450 milhões de europeus. A eleição do novo ECl Board decorreu por votação na Assembleia Geral da ECL. Na nova direção estão representantes da Dinamarca, Espanha, Reino Unido, Chipre, Luxemburgo, Eslováquia e Portugal.
A ECL tem como missão promover e defender a melhoria das estratégias de prevenção e controle do cancro na Europa, facilitando a colaboração entre as 30 organizações membros da ECL – em Portugal é representada pela Liga Portuguesa Contra o Cancro – e influenciando as políticas da UE e pan-europeias.
A prevenção do cancro, o acesso às novas tecnologias no rastreio e nos tratamentos, a luta contra o tabaco e a implementação do Código Europeu Contra o Cancro têm sido algumas das áreas de intervenção mais visíveis da ECL.
No âmbito das suas funções como Presidente da ECL, Rui Medeiros irá participar, na próxima terça-feira, 30 de novembro, numa reunião com o grupo de deputados do Parlamento Europeu envolvidos na Luta Contra o Cancro (MEPs Against Cancer).
IPO Porto realiza cirurgia VATS número 500
O IPO do Porto introduziu a técnica em 2019, mas foi durante o ano de 2020 que o serviço de Cirurgia Torácica consolidou o programa de VATS. Num total de 262 cirurgias realizadas nesse ano, 73.3% dos doentes teve acesso a este tipo de abordagem. Este ano já foram realizadas mais de 200 cirurgias VATS. O IPO do Porto, em conjunto com o Centro Materno Infantil do Norte (CMIN), oferece também este tipo de abordagem em doentes em idade pediátrica.
“Esta é uma opção estratégica muito mais benéfica para o doente no tratamento das patologias do foro de cirurgias torácica, em particular, no tratamento do cancro do pulmão em estadios cirúrgicos precoces”, explica Gonçalo Paupério, diretor do serviço.
Os benefícios da VATS para o doente passam por um processo com menor dor no pós-operatório, internamento mais curto, regresso à atividade diária normal mais rápido, melhor resultado estético e funcional, menor uso de analgésicos e de ocorrência de dor crónica e melhor da qualidade de vida.
A cirurgia torácica é a especialidade que se ocupa do diagnóstico e tratamento, em pediatria e no adulto, de doenças do pulmão, mediastino, parede torácica e pericárdio.
“Pretendemos tornar o serviço de Cirurgia Torácica, que está integrado na equipa multidisciplinar da Clínica do Pulmão, num centro de referência e confiança para os doentes e uma escola de cirurgia torácica para as próximas gerações de cirurgiões”, conclui Gonçalo Paupério.
Medicina de Precisão distinguida pelos Prémios AICIB 2021
Em Portugal estão a ser dados os primeiros passos na área da integração genómica no circuito de tratamento e orientação dos doentes oncológicos. O IPO do Porto desenvolveu a sua própria estratégia de Medicina de Precisão, que decorre há mais de dois anos e é liderada por uma equipa de especialistas diferenciadas que analisa e debate cada caso num “Molecular Tumor Board”. Até hoje, o IPO do Porto já integrou cerca de 330 doentes neste programa inovador, que também acolhe doentes de outras instituições de saúde, bem como da área de oncologia pediátrica.
O primeiro passo foi a criação de uma Unidade de Ensaios Clínicos de Fase Precoce (Fase I e II) em 2019. Integrada na Unidade de Investigação Clínica, esta unidade de intervenção garante aos doentes o acesso a medicamentos e tratamentos inovadores, mais eficazes e seguros, numa fase precoce do seu desenvolvimento. O objetivo do IPO do Porto com este programa é acelerar e potenciar a atração de mais ensaios clínicos para Portugal e possibilitar o acesso a terapias inovadoras a cada vez mais doentes.
A AICIB analisou 22 candidaturas, de que resultaram 14 prémios e três menções honrosas, que foram entregues numa cerimónia que decorreu no passado dia 9 de novembro, na sede do Infarmed. Estes prémios visam apoiar projetos de capacitação apresentados e desenvolvidos pelos centros de investigação clínica das unidades de saúde hospitalares do sistema de saúde.
Pediatria integra estudo sobre COVID-19
O estudo incluiu 1500 doentes oncológicos pediátricos de 131 instituições (45 países) que entre abril de 2020 e fevereiro de 2021 tiveram infeção por SARS-Cov2.
O artigo foi publicado no Lancet Oncology, no final de Agosto 2021, e as principais conclusões mostraram que 20% das crianças e adolescentes com cancro infectadas com SARS-Cov2 contraíram doença grave e crítica, e que a mortalidade (4%) aconteceu numa proporção maior do que é relatado na literatura da população pediátrica geral (0.01-0,7%). O tratamento do cancro também foi afectado, pois foi modificado em 56% dos doentes e 45% suspenderam a quimioterapia enquanto as infeções eram tratadas.
Estes dados podem ajudar a definir novas diretrizes para a prática clínica neste contexto e aumentar a consciencialização global de que crianças e adolescentes com cancro apresentam alto risco de desenvolver COVID-19 com doença grave.
Artigo: https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(21)00454-X/fulltext
Testemunhos de Sobrevivência Grupo de Veteranos
- “O caminho não foi fácil. Muita quimio e radioterapia. Todos estes processos enfraqueceram-me. O cabelo, as pestanas e as sobrancelhas foram desaparecendo com os tratamentos. As forças físicas faltavam, a boca seca e cheia de feridas e de aftas dificultavam muito a alimentação. Com o tempo, perdi a capacidade de abrir a boca. As saudades de casa, do meu quarto, da minha cama e até da escola, apertavam de tal forma que a vontade de regressar superava isto tudo, fazia quase esquecer todo o sofrimento e deram-me muita força para enfrentar a doença.”
Ana Rita, 33 anos. Teve um Rabdiomiossarcoma aos 7 anos de idade.
- “O importante é nunca desistirmos daquilo que queremos e que, acima de tudo, devemos aproveitar bem o tempo com as pessoas que mais amamos porque o amanhã é uma incógnita. O que importa é o presente e estarmos bem, felizes, pois o futuro vai-se construindo. Quem tem força e vontade de vencer esta doença consegue vencer todos os obstáculos! Encara esta situação como um desafio que a vida te colocou e sente-te sempre orgulhoso de ti e da tua
vontade de vencer!”
Diana, 27 anos, casada e com 1 filho. Teve uma Leucemia Mieloblástica Aguda aos 11 anos de idade.
- “Foi aqui no IPO que conheci o melhor grupo de amigos que tenho até aos dias de hoje. E, para além de amigos, somos também um grupo de jovens que se prontifica a ajudar todos aqueles que passam por esta fase difícil da sua vida que é ter um cancro, dando como exemplos os nossos testemunhos, esclarecendo duvidas que possam ter, fazendo companhia àqueles que precisarem e tentando passar a mensagem de que ter cancro não é o fim de nada e pode
tornar-se no inicio de muitas coisas boas. Com a minha história, pretendo espalhar a mensagem de que juntos somos mais fortes e quem faz esta caminhada, nunca caminha sozinho.”
Hélder, 32 anos. Teve um Germinoma aos 11 anos de idade.
- “Através de uma luta que, apesar de dura, não foi invencível cresci muito como pessoa e este meu testemunho é só mais uma prova disso. Para ti, que enfrentas os mesmos medos e dilemas que eu enfrentei, mantêm-te positivo e com força para que, no futuro, sejas tu a contar a tua história.”
João, 32 anos. Teve uma Leucemia Linfoblástica Aguda aos 11 anos de idade.
- “Através dos rostos dos meus pais, soube que o resultado era mau e, então, a médica disse-me que a doença tinha voltado. Naquele momento só fiz uma pergunta: vou ter que deixar a escola? A médica disse-me que sim. No regresso a casa, vinha muito triste mas, ao mesmo tempo, fiquei surpreendida com a atitude do meu namorado, que me disse que ficava comigo sempre e que me ia dar forças para ultrapassar esta etapa. Mesmo naquele momento de grande angústia, fiquei feliz. Prometi a mim mesma que ia ter força e coragem para ultrapassar novamente a doença, pois tinha uma vida pela frente, juntamente com uma pessoa que me fazia feliz.”
Mariline, 29 anos, casada. Teve um Linfoma de Hodgkin aos 10 anos de idade.
- “Nasci com um fibrossarcoma congénito agudo, na cabeça. Na altura, o conhecimento desta doença em crianças ainda era muito primitivo, por esse motivo tudo era objeto de estudo! Foi difícil não saber como seria o amanhã sobretudo para os meus pais! No entanto, cresci alegre e feliz como qualquer criança, estudei, fiz desporto e algumas asneiras também. Com alguns avanços e recuos da doença, alguns sustos e várias “visitas” ao hospital ao longo de vários anos, mas que nunca me impediram de sonhar e de viver. Tenho 35 anos, sou mãe, esposa e uma vida inteira pela frente a sorrir. Quando olho para trás não vejo tristeza vejo uma luta com muito amor à minha volta…”
Andreia, 35 anos, educadora de infância e fotógrafa, união de facto, 1 filho. Teve um Fibrossarcoma à nascença.
Todos este excertos são de um livro que o Grupo de Veteranos, ex-doentes do Serviço de Pediatria do IPO do Porto, editou em 2014 em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro.
