Testemunhos de Sobrevivência Grupo de Veteranos

  • O caminho não foi fácil. Muita quimio e radioterapia. Todos estes processos enfraqueceram-me. O cabelo, as pestanas e as sobrancelhas foram desaparecendo com os tratamentos. As forças físicas faltavam, a boca seca e cheia de feridas e de aftas dificultavam muito a alimentação. Com o tempo, perdi a capacidade de abrir a boca. As saudades de casa, do meu quarto, da minha cama e até da escola, apertavam de tal forma que a vontade de regressar superava isto tudo, fazia quase esquecer todo o sofrimento e deram-me muita força para enfrentar a doença.
    Ana Rita, 33 anos. Teve um Rabdiomiossarcoma aos 7 anos de idade.

 

  • O importante é nunca desistirmos daquilo que queremos e que, acima de tudo, devemos aproveitar bem o tempo com as pessoas que mais amamos porque o amanhã é uma incógnita. O que importa é o presente e estarmos bem, felizes, pois o futuro vai-se construindo. Quem tem força e vontade de vencer esta doença consegue vencer todos os obstáculos! Encara esta situação como um desafio que a vida te colocou e sente-te sempre orgulhoso de ti e da tua
    vontade de vencer!
    Diana, 27 anos, casada e com 1 filho. Teve uma Leucemia Mieloblástica Aguda aos 11 anos de idade.

 

  • Foi aqui no IPO que conheci o melhor grupo de amigos que tenho até aos dias de hoje. E, para além de amigos, somos também um grupo de jovens que se prontifica a ajudar todos aqueles que passam por esta fase difícil da sua vida que é ter um cancro, dando como exemplos os nossos testemunhos, esclarecendo duvidas que possam ter, fazendo companhia àqueles que precisarem e tentando passar a mensagem de que ter cancro não é o fim de nada e pode
    tornar-se no inicio de muitas coisas boas. Com a minha história, pretendo espalhar a mensagem de que juntos somos mais fortes e quem faz esta caminhada, nunca caminha sozinho.”
    Hélder, 32 anos. Teve um Germinoma aos 11 anos de idade.

 

  • Através de uma luta que, apesar de dura, não foi invencível cresci muito como pessoa e este meu testemunho é só mais uma prova disso. Para ti, que enfrentas os mesmos medos e dilemas que eu enfrentei, mantêm-te positivo e com força para que, no futuro, sejas tu a contar a tua história.”
    João, 32 anos. Teve uma Leucemia Linfoblástica Aguda aos 11 anos de idade.

 

  • “Através dos rostos dos meus pais, soube que o resultado era mau e, então, a médica disse-me que a doença tinha voltado. Naquele momento só fiz uma pergunta: vou ter que deixar a escola? A médica disse-me que sim. No regresso a casa, vinha muito triste mas, ao mesmo tempo, fiquei surpreendida com a atitude do meu namorado, que me disse que ficava comigo sempre e que me ia dar forças para ultrapassar esta etapa. Mesmo naquele momento de grande angústia, fiquei feliz. Prometi a mim mesma que ia ter força e coragem para ultrapassar novamente a doença, pois tinha uma vida pela frente, juntamente com uma pessoa que me fazia feliz.
    Mariline, 29 anos, casada. Teve um Linfoma de Hodgkin aos 10 anos de idade.

 

  • Nasci com um fibrossarcoma congénito agudo, na cabeça. Na altura, o conhecimento desta doença em crianças ainda era muito primitivo, por esse motivo tudo era objeto de estudo! Foi difícil não saber como seria o amanhã sobretudo para os meus pais! No entanto, cresci alegre e feliz como qualquer criança, estudei, fiz desporto e algumas asneiras também. Com alguns avanços e recuos da doença, alguns sustos e várias “visitas” ao hospital ao longo de vários anos, mas que nunca me impediram de sonhar e de viver. Tenho 35 anos, sou mãe, esposa e uma vida inteira pela frente a sorrir. Quando olho para trás não vejo tristeza vejo uma luta com muito amor à minha volta…”
    Andreia, 35 anos, educadora de infância e fotógrafa, união de facto, 1 filho. Teve um Fibrossarcoma à nascença.

 

Todos este excertos são de um livro que o Grupo de Veteranos, ex-doentes do Serviço de Pediatria do IPO do Porto, editou em 2014 em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro. 

Retoma Visitas Internamento

Em contexto de pandemia por COVID-19 e, face à necessidade de reforçar as medidas de proteção dos doentes e da comunidade em geral, foram definidas novas regras para visitas nos hospitais. 

No IPO do Porto a gestão de visitas é realizada pelo doente. Só será permitida uma visita por doente durante 30 minutos, duas vezes por semana, entre as 15h00 e as 17h00, consoante o serviço onde está internado.

As visitas terão de ser agendadas previamente (até às 14h00 ao dia útil anterior) por email. Todas as informações de contactos para marcação, horários ou outros serão disponibilizadas ao doente no dia do internamento. 

Os visitantes devem cumprir as seguintes recomendações:

  • Distanciamento físico entre visitante, doente e profissionais de saúde;
  • Utilização correta de máscara cirúrgica
  • Etiqueta respiratória;
  • Higienização frequente das mãos.

Consciente da importância das visitas para o equilíbrio psicossocial e recuperação dos doentes, o Instituto conta com a melhor colaboração e cidadania de todos para que este regresso aconteça em total segurança.

Porto Declaration on Cancer Research

Pode ler o documento atualizado aqui..

Esta Declaração tem como objetivo chamar a Comissão da UE, governos nacionais, cientistas, organizações de doentes e todas as partes interessadas para fortalecer a investigação em todas as etapas do cancro, incluindo a prevenção, diagnóstico, tratamento e seguimento.

Se pretende associar-se e endossar a declaração, assine-a eletronicamente.

    IPO premiado pela Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação

    O estudo, que teve início em 2014, teve por objectivo avaliar as principais características dos doentes de cancro de mama submetidos a cirurgia e assistidos em sete Serviços de Medicina Física e de Reabilitação nacionais, durante um período de 5 anos. Foram identificadas e analisadas as principais incapacidades e limitações funcionais associadas ao Cancro e aos seus tratamentos.

    Este trabalho foi apresentado e distinguido com um honroso segundo prémio no congresso anual da Sociedade Internacional de Medicina Física e de Reabilitação (ISPRM), que se realizou a semana passada em formato virtual subordinado ao tema “Furthering Rehabilitation in a New World”.

    Para o IPO do Porto e para o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação, a aposta na investigação é muito importante para melhorar o conhecimento médico e criar novos projetos e modelos de tratamento que tragam respostas clínicas ainda mais eficazes para o doente.

    Colaborações

    BREAST CANCER POPULATION IN PORTUGUESE PMR SERVICES

    1. Rocha1, J. Romano2, O. Romano1, T. Amaral3, L. Prates4, F. Antunes5, F. Gabriel6, C. Ângelo7, C. Gomes8

    1- IPO do Porto FG, EPE;

    2- Hospital Pedro Hispano, Unidade Local de Saúde de Matosinhos;

    3- IPO de Lisboa FG, EPE;

    4- Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca, EPE ;

    5- Hospital de Braga, EPE;

    6- Hospital de Santa Maria, Centro Hospitalar Lisboa Norte, EPE ;

    7- Hospital São Francisco Xavier, Centro Hospitalar Lisboa Ocidental;

    8- IPO Coimbra FG, EPE

    Projeto SAFE EUROPE coloca IPO em consórcio europeu

    Consórcio Europeu:
    • UU – Ulster University (Coordenador do projeto)
    • UoM – University of Malta
    • SRM – Society of Medical Radiographers
    • EFRS – European Federation of Radiographer Societies
    • PTE – Polskie Towarzystwo Elektroradiologii
    • ART – Associação Portuguesa de Radioterapeutas
    • IPOP – Instituto Português de Oncologia do Porto

    A Radioterapia moderna não só aumentou a necessidade de profissionais com competências especializadas, como também aumentou as responsabilidades do Técnico de Radioterapia, face às exigências na qualidade, eficiência e segurança de todos os procedimentos da modalidade terapêutica. No entanto, não existe uma regulamentação comum para estes profissionais a nível europeu, o que gera diferenças em termos de competências requeridas, dificultando a sua mobilidade no território da UE. 

    Assim, este projeto tem como objetivo principal avaliar as necessidades educativas no que diz respeito às competências dos Técnicos de Radioterapia, na Europa, nos seguintes domínios:

    • Administração de tratamentos
    • Competências digitais
    • Economia circular
    • Papéis avançados

    O plano de trabalho inclui 12 Work Packages (WPs), sendo o IPO do Porto a instituição responsável pelo WP7 intitulado “Competências digitais para os Técnicos de Radioterapia”. O IPO do Porto também representa um papel bastante ativo no WP5 intitulado “Perceção dos doentes das competências dos Técnicos de Radioterapia”.

    Como resultados esperados, preconizam-se recomendações relativas às competências a serem desenvolvidas com o objetivo de promover a adoção das melhores práticas em toda a UE, numa área chave dos cuidados aos doentes oncológicos.

    Ações de divulgação:
    • Comunicação oral: “Journal Club: Competências Digitais dos Radioterapeutas – caso de estudo”, IPO-Porto, 16 de Julho de 2020;
    • Seminário em Técnicas Avançadas em Radioterapia: “Digital Skills Role in Radiation Therapists’ Profile- study case”, Escola Superior de Saúde do Porto, 29 de Maio de 2020;
    • Comunicação oral: “Digital Skills Development Assessment Among Therapeutic Radiographers”, International Conference on Medical Imaging and Radiotherapy, Malta, 7 de Fevereiro de 2019.
    • Comunicação oral: “Radiation Therapists and Digitalisation of the Healthcare Industry”, CNART2019, Associação Portuguesa de Radioterapeutas, 9 de Novembro de 2019;
    • Comunicação oral: “Journal Club: SAFE EUROPE – Safe and Free Exchange of EU
    • Radiography Professionals across Europe”, IPO-Porto, 31 de Julho de 2019;
    • Comunicação oral: “Digital Skills Role in Radiation Therapists’ Profile”, II International Meeting of Medical Technology and Healthcare Business, 3 de Maio de 2019
    Doutoramentos a decorrer:
    • WP7: Barbara Barbosa, Digital skills for Therapeutic Radiographers, Universidade de Vigo;
    • WP6: Ana Luísa Soares, Circular economy in Radiotherapy, Universidade de Vigo;
    • WP8: Celeste Oliveira, Advanced practice for Therapeutic Radiographers, Universidade de Vigo.

    FACT SHEET WP3

    FACT SHEET WP4

    Para mais informações: www.safeeurope.eu

     

     

     

     

    Dia Mundial de Higiene das Mãos

     
    O Conselho de Administração do IPO-Porto deu o exemplo e, numa iniciativa promovida pela Comissão de Controlo de Infeção, mostrou a importância de uma higienização adequada.
     
     
     
    Recorde-se que a higiene correta das mãos evita até 50% das infeções contraídas durante a prestação de cuidados de saúde e reduz o risco de infeção por SARS-CoV2.
     
    Mais informações no site da Direção-Geral da Saúde:
     

    ATESTADO MÉDICO DE INCAPACIDADE MULTIUSO

    REGIME TRANSITÓRIO PARA OS DOENTES ONCOLÓGICOS

     

    De acordo com a Lei n.º 14/2021, publicada a 6 de abril, que estabelece o regime transitório de emissão de atestado médico de incapacidade multiuso (AMIM) para os doentes oncológicos e atribui os correspondentes benefícios sociais, económicos e fiscais previstos na lei no contexto da pandemia da doença COVID-19, “a responsabilidade da emissão do atestado é agora do hospital onde o diagnóstico foi realizado, sendo competente para a confirmação do diagnóstico um médico especialista diferente do médico que segue o doente”.

    Sobre este ponto, e tendo em consideração que este é um assunto de grande interesse para os nossos doentes, o IPO do Porto procurou, junto das entidades competentes, instruções quanto à operacionalização do presente regime. No entanto, este procedimento não está ainda devidamente definido e a referida lei está a aguardar a respetiva regulamentação, essencial para a sua total aplicação.

    O IPO do Porto compromete-se a acompanhar todas as informações relativas aos AMIM, só podendo garantir a sua emissão após orientações oficiais.

    IPO Porto é fundador do novo Laboratório RISE

    Os restantes membros são a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (através da união do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da UnIC – Unidade de Investigação e Desenvolvimento Cardiovascular), a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (através do CCUL – Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa), agregando, ainda, investigadores da NOVA Medical School, da Escola Superior de Enfermagem e da Universidade de Aveiro. A criação deste novo Laboratório visa fortalecer todo o espectro da investigação em saúde (pré-clínica, clínica e na comunidade), no âmbito dos objetivos da política nacional para a Ciência e a Tecnologia.

    De frisar que mais de metade desses investigadores são médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, o que contribuirá para aproximar as prioridades de investigação às necessidades diariamente identificadas no contacto com os doentes. “Esta iniciativa demonstra que o SNS é bem mais do que a prestação de cuidados aos doentes e está na primeira linha da inovação e investigação clínica, que são fulcrais para a melhoria dos resultados em Saúde”, refere Rui Henrique, presidente do Conselho de Administração do IPO do Porto.

     Mais informações: https://rise.med.up.pt/

    IPO PORTO PARTICIPA NO PROJETO EUROPEU EDIHOSP

    Este projeto europeu visa a implementação de soluções de faturação eletrónica em 18 hospitais, de vários países do espaço europeu, por forma a facilitar a implementação da Norma Europeia de faturação eletrónica de acordo com a Diretiva 2014/55/EU.
    Em suma, este projeto contribuirá tanto para o desenvolvimento da faturação eletrónica e da sua forma de envio, assim como para a disseminação e exploração dos resultados do mesmo a nível da União Europeia.
    Para mais informação acerca dos projetos CEF, clicar aqui.