IPO Porto cria associação para impulsionar a investigação clínica

Para a assinatura da escritura pública, estiveram presentes no ato todos os membros fundadores: Júlio Oliveira, presidente do IPO Porto, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto; António Sousa Pereira, reitor da Universidade do Porto, Paula Pinho, representante da Fundação Ilídio Pinho; Rui Pedroto, o presidente da Fundação Manuel António da Mota; Filipe Osório de Castro, fundador da Fundação Rui Osório de Castro; Maria Cândida Rocha, presidente do Conselho de Administração do Banco Carregosa.

A sessão pública, realizada ontem, Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, contou com a presença de Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde, em representação do Ministério da Saúde, entre outros representantes de entidades institucionais da área da saúde.

No seu discurso, Júlio Oliveira, afirma que “hoje é dia de celebrar” porque ao “ao desenvolver a investigação clínica em oncologia estamos a transformar a vida das pessoas”. O presidente do IPO Porto reforça que “através da descoberta e desenvolvimento de novos tratamentos podem ter mais esperança em sobreviver ou prolongar a sua existência e qualidade de vida”.

O Instituto Português de Oncologia do Porto  é o primeiro hospital do SNS a criar uma associação de direito privado sem fins lucrativos para gerir a investigação clínica. A PICO, que prevê um modelo organizacional que irá permitir uma gestão autónoma e mais ágil dos recursos, tem por missão posicionar o Norte de Portugal como polo europeu na investigação, no desenvolvimento de medicamentos e de dispositivos médicos para o tratamento do cancro.

Serviço de Psicologia relembra papel da família na doença oncológica

Garantir cuidados integrais e de qualidade implica uma sobrecarga significativa de ordem física, emocional, social e financeira para os cuidadores informais. Em Pediatria Oncológica e nos Cuidados Paliativos a unidade de intervenção é o doente e a sua família, por isso o Serviço de Psicologia do IPO Porto disponibiliza acompanhamento psicológico simultâneo para os doentes e suas famílias em ambos os serviços.

“No Serviço de Pediatria, a intervenção psicológica dirigida às famílias tem como principal objetivo facilitar a adaptação ao processo de doença em todas as suas etapas (incluindo o período de luto)”, explica Susana Moutinho, psicóloga no Serviço de Pediatria, reforçando que é crucial prevenir a psicopatologia e disfuncionalidade na estrutura familiar.

Já no Serviço de Cuidados Paliativos, o apoio à família é realizado pela Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS), que tem vindo a desenvolver o seu trabalho junto dos doentes com doença avançada e seus familiares, disponibilizando apoio psicológico, social e espiritual.

“O acompanhamento à família tem o objetivo de promover o ajustamento à condição de doença avançada do seu familiar”, explica Patrícia Oliveira, psicóloga da EAPS. A especialista frisa que é importante trabalhar a construção de novos significados nesta fase de vida através do incentivo à comunicação.

No Espaço Fundação la Caixa realizam-se atividades lúdico-terapêuticas, como grupos psicoeducativos, sessões de relaxamento e gestão do stress, terapia assistida por animais, sessões de Reiki e sessões de autocuidado.

Consciente do papel central dos cuidadores informais e dos custos e benefícios associados ao cuidado de um ente querido, o Serviço de Psicologia do IPO Porto privilegia na sua prática a promoção da saúde mental, da resiliência, e do bem-estar junto destes familiares.

Cirurgia Cardiotorácica avança com técnica de estadiamento mediastinal

Até ao momento, a equipa de Cirurgia Cardiotorácica já realizou 26 procedimentos por VAMLA (Vídeo Assisted Mediastinoscopy Lymphadenectomy) e 4 videomediastinoscopias, sendo este procedimento indicado para estadiamento do mediastino, garantindo um melhor estadiamento da doença neoplásica pulmonar e como tal um tratamento mais adequado.

A VAMLA é um procedimento cirúrgico torácico minimamente invasivo para realizar a remoção dos gânglios linfáticos do mediastino (área entre os pulmões). Essa técnica representa um avanço em relação à mediastinoscopia tradicional, oferecendo maior precisão e menor invasividade, o que se traduz num período de recuperação mais rápido e com maior qualidade para o doente. O uso do equipamento favorece ainda a obtenção de material biológico em maior quantidade e com melhor qualidade.

Para o diretor do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do IPO Porto, Gonçalo Paupério, a introdução desta técnica revelou-se importante porque “permite a realização de uma medicina de precisão, com um esvaziamento ganglionar mediastínico, aumentando a probabilidade de encontrar doença metastática que antes não seria detetada, implicando alteração da forma como tratamos o doente.”

O cirurgião reforça que “em cerca de 1/5 dos doentes é detetada metastização ganglionar o que implica iniciar o tratamento por terapêutica sistémica prévia à cirurgia ou mesmo contraindicar a cirurgia, evitando-se ressecções pulmonares que não trariam benefício para o tratamento do doente.”

 

Abertura de mais uma sala cirúrgica na UCA II

A 24 de abril, a sala foi aberta com a realização de duas cirurgias, sendo que a segunda foi uma mastectomia total com reconstrução mamária endoscópica. Este procedimento cirúrgico foi introduzido recentemente no Instituto e permite incisões menores, menos visíveis e com uma recuperação mais rápida para o(a) doente do que na mastectomia convencional.

A construção deste novo espaço cirúrgico resulta do investimento institucional numa estratégia de ampliação da Unidade de Cirurgia Ambulatória (UCA II) e requalificação estrutural desta unidade com o objetivo de aumentar a produção, reduzir a lista de espera, internalizar atividade e racionalizar recursos.

Recorda-se que, em setembro de 2024, foi inaugurada a primeira fase da ampliação da Unidade de Cirurgia Ambulatória (UCA II) com a requalificação de uma segunda sala de bloco operatório para radioterapia intraoperatória (única no país). A Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) está fisicamente subdividida em duas áreas: UCA I e UCA II.

NA UCA II, com a requalificação efetuada em 2024, foi possível aumentar a capacidade de resposta para tratamentos cirúrgicos aos doentes oncológicos, com 461 cirurgias realizadas na nova sala em cerca de 6 meses, um aumento de 47% da atividade cirúrgica nesta unidade.

De acordo com os dados publicados pela DGS, o IPO do Porto foi a instituição em Portugal que efetuou o maior número de cirurgias oncológicas. Em 2021, representou cerca de 12% do total de cirurgias oncológicas no país. Quando a análise é feita por neoplasia, o IPO Porto é o hospital com mais cirurgias, em seis das 12 áreas de patologia oncológica: colón, reto, estômago, mama, próstata e corpo uterino. O volume cirúrgico desta instituição demonstra a sua relevância no diagnóstico, estadiamento, tratamento e seguimento da doença oncológica.

Centro de Investigação recebe classificação Excelente pela FCT

Este resultado representa o reconhecimento da estratégia institucional que, desde sempre, assumiu a Investigação Científica como um dos seus pilares fundamentais, traduzida num investimento consistente em recursos humanos e materiais.
 
“Esta classificação destaca os contributos científicos excecionais, bem como o esforço e o empenho incansável das nossas equipas de investigação, clínicos e todos os profissionais do IPO Porto, unidos na missão de fazer avançar a investigação em oncologia para melhorar o cuidado aos doentes”, refere Carmen Jerónimo, Diretora do Centro de Investigação, reforçando que este é um forte sinal da excelência na investigação oncológica, em Portugal e além-fronteiras.

IPO implementa projeto-piloto de Centro de Contacto Clínico (CCC)

 
Neste âmbito, foram elaborados algoritmos clínicos de decisão para atividade assistencial clínica urgente e não urgente e, sempre que indicado, para recomendações ao domicílio. Foram ainda organizados fluxogramas de atendimento e definidos processos de encaminhamento e resposta para as Clínicas de Patologia e O Serviço de Atendimento Não Programado (SANP).
 
O objetivo é dotar o IPO Porto de um modelo operacional centrado no doente, com uma comunicação universal, integrada, com acesso mais fácil, mais rápido, e com resposta atempada para todos os doentes.

Healthscape’25: maratona intensiva das Faculdades de Ciências e Arquitetura no IPOP

O desafio é repensar os espaços exteriores da instituição e imaginar espaços mais humanos, funcionais e acolhedores, através do desenho de um novo jardim terapêutico com o objetivo de promover a qualidade ambiental e a experiência sensorial dos utentes. Foi também proposto aos participantes a criação de ideias para um espaço de brincar para as crianças do IPO.

E neste âmbito, no dia 8 de abril, a organização, em parceria com a  empresa Diaplant, montou um jardim terapêutico indoor para as crianças e jovens da Pediatria. Uma experiência integrativa que permitiu aos mais novos brincar, desenhar e explorar as tecnologias de realidade virtual, num cenário ladeado por plantas de várias dimensões e cores.

O objetivo da organização foi ouvir e integrar a experiência das crianças e jovens em relação aos espaços interiores e exteriores do #ipoporto nos projetos.

O Healthscape 25 é a terceira edição de uma iniciativa académica liderada pela FCUP: uma maratona de projeto que visa a requalificação de espaços públicos na cidade do Porto.

No último dia, as propostas serão apresentadas perante um júri composto por representantes das instituições parceiras, que avaliarão os projetos tendo em conta a qualidade das propostas, a inovação, a sensibilidade espacial e a relevância para o contexto real.

Para o IPO Porto esta é uma experiência única de colaboração viva entre a academia e uma instituição de saúde. 

Sala de espera do Edifício Principal renovada

O Instituto Português de Oncologia do Porto agradece o generoso e fundamental contributo destas empresas para a melhoria contínua das estruturas e instalações do IPO Porto, sendo possível assim oferecer melhores condições estruturais e de qualidade ao doente.

Melhorias:

  • Painel eletrónico digital com maior visibilidade e funcionalismo na comunicação com o utente dentro do ambiente clínico
  • Cadeiras ergonómicas e funcionais, oferecendo maior conforto e comodidade aos utentes e visitantes
  • Área social, de alimentação e espaço coworking, com mesa com pontos de luz e internet
  • Ambiente mais luminoso e descontraído

Recorde-se que, alinhado com esta estratégia de inovação e melhoria organizacional, recentemente o IPO Porto apostou na modernização digital da experiência do doente através do lançamento da nova versão da App e de um sistema de chamada mais simplificado. 

IPO Porto realiza primeira cirurgia robótica

Tratou-se de uma prostectomia radical (remoção da próstata) num doente oncológico. Com o auxílio do robô cirúrgico é possível oferecer cirurgias com maior precisão, melhor visualização com uma maior ampliação. É assim possivel poupar estruturas nervosas, reduzir o risco de complicações e obter uma recuperação mais rápida para o doente. A intervenção foi efetuada pelo cirurgião Rui Freitas, especialista em Urologia, com o apoio de uma equipa multidisciplinar e o proctor Kris Maes, médico urologista pioneiro na Bélgica no procedimento Tensionfree Vaginal Tape (TVT).

O Programa de Cirurgia Robótica prevê atualmente a integração de outras especialidades, como a Cirurgia Geral, a Ginecologia e a Cirurgia Torácica e engloba áreas específicas da cirurgia oncológica ( cirurgia do reto, cirurgia do rim, cirurgia do estômago, cirurgia da próstata, entre outras).

“Faz parte da missão do IPO Porto garantir a disponibilização de tecnologias inovadoras, bem como cuidados de saúde de excelência que permitam dar continuidade à abordagem multidisciplinar e centrada no doente. No futuro, será também um compromisso do IPO do Porto criar um centro de treino em cirurgia oncológica robótica”, refere Júlio oliveira, presidente.

Em 2024, no Instituto foram feitas 11.913 cirurgias (aumento de cerca de 8% em relação ao período homólogo), com destaque para as intervenções nas patologias de digestivos (1296), mama (1108) e urologia (755). De acordo com o último relatório da Direção-Geral da Saúde (DGS), este é o hospital do país que mais cirurgias oncológicas realiza.

O robô cirúrgico é um dos equipamentos adquiridos pelo IPO do Porto no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Comitiva de hospital de Madrid visita IPO Porto

É para o IPO do Porto motivo de grande satisfação esta partilha de experiências com outros centros europeus, que potenciem as melhores práticas em cuidados de saúde oncológicos, com altos padrões de qualidade e eficiência, no contexto europeu.

O IPO Porto é o único Centro Compreensivo de Cancro em Portugal reconhecido pela Organisation of European Cancer Institutes (OECI). O ano passado, Júlio Oliveira, presidente, integrou os corpos dirigentes da OECI na função de Secretário Executivo para o mandato 2024-2027.