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Palhaços d’Opital já chegaram ao IPO Porto
“Além de se inserir na estratégia de humanização de cuidados do IPO do Porto, esta colaboração reforça também o propósito da instituição de garantir o máximo de qualidade, proximidade e eficiência no acompanhamento de doentes em fase avançada da doença e suas famílias”, destacou o presidente do Conselho de Administração, Júlio Oliveira.
Na assinatura do protocolo estiveram presentes Isabel Rosado, co-fundadora e CEO da PdO, e Jorge Rosado, diretor artístico na Palhaços d’ Opital. Ambos demonstraram muita satisfação e entusiasmo por este projeto integrar a atividade assistencial do IPO Porto:
“Pretendemos com esta parceria levar muita Alegria, Humor e Afetos, contribuir para a alteração do estado anímico de utentes, familiares e profissionais de saúde do IPO Porto, e sermos um parceiro no âmbito da Humanização hospitalar e dos cuidados de saúde mais humanizados”, disse Isabel Rosado.
“Uma casa que há muito queria trazer a paixão e missão da Palhaços d’ Opital”, afirmou Jorge Rosado.
IPO promove lançamento de livro comemorativo dos 50 anos no coração da cidade
No discurso de abertura da sessão, Rui Moreira, presidente da autarquia, disse que “o IPO do Porto é muito mais do que um hospital. É um espaço de esperança e humanidade no combate a uma doença complexa, difícil de tratar e de prevenir”. O autarca também se pronunciou sobre o livro, afirmando que “os testemunhos recolhidos neste livro refletem a dimensão humana quer dos profissionais do IPO do Porto, quer dos doentes em seguimento e sobreviventes. Ambos os lados comungam dos valores e memórias da instituição e perseguem um objetivo comum: salvar vidas com dignidade.”
O painel de apresentação do livro foi moderado pelo jornalista Carlos Magno e contou com Júlio Oliveira, presidente do IPO Porto, Marta Mesquita, editora executiva da Contraponto Editores, e José Machado Lopes, curador do livro.
Através de testemunhos, a obra revela o lado humano da luta contra o cancro, sempre com o doente no centro do cuidado. O livro mostra não só o percurso feito, mas também o presente e o futuro da oncologia em Portugal, evidenciando o que está a ser feito em matéria de investigação e inovação.
A publicação encontra-se agora na rede de livrarias em todo o país e também online: https://www.bertrand.pt/livro/ipo-do-porto-50-anos-ipo-do-porto/30860766
Mais do que uma obra comemorativa, este livro é um testemunho coletivo que eterniza a história, as memórias e os valores que definem o IPO do Porto ao longo de cinco décadas de atividade ininterrupta. Pretende ser o espelho de uma instituição em evolução, profundamente humanista, que incorpora o lema: de Pessoas para Pessoas.
Orquestra Sem Fronteiras atua no Espaço Fundación ”la Caixa”
A Orquestra Sem Fronteiras (OSF) criou um programa específico para estas atuações que se chama “Música no Lugar Certo”. O objetivo é promover o bem-estar físico e emocional dos doentes, seus familiares e cuidadores, bem como profissionais de saúde, através da música, estendendo, assim, o acesso à fruição cultural ao ambiente clínico. Serão concertos de música de câmara mensais que convidam o público a ouvir o repertório, conviver e conversar.
A primeira atuação foi realizada pelo Quarteto Transversal composto por Gabriela Martins (flauta), Rodrigo Teófilo (violino), Rafaela Riscado (viola d’arco) e Matheus Borges (violoncelo). Os jovens músicos são naturais do interior de Portugal, a zona de atuação da OSF.
O Espaço Fundação “la Caixa” é um recurso de apoio, pioneiro e único no país, localizado no segundo piso do Serviço de Cuidados Paliativos do IPO do Porto e concebido como um ambiente de humanização da saúde. Neste espaço, a Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS) gerida por profissionais do IPO do Porto proporciona apoio integral às pessoas que sofrem de doenças crónicas avançadas. O espaço foi inaugurado em fevereiro de 2024 pelo Presidente da República. Desde então, estão a ser realizadas atividades como sessões de relaxamento e gestão do stress, terapia assistida por animais, sessões de Reiki e sessões de autocuidado.
Aviso por temperaturas extremas: divulgação de medidas de autoproteção
Face as estas previsões meteorológicas, e de acordo com o Boletim ÍCARO, será de esperar um aumento na mortalidade da população geral e idosa no dia 18, bem como uma previsão de mortalidade acrescida nos dias seguintes por dilação do efeito do calor na saúde humana.
De acordo com o Plano para a Resposta Sazonal em Saúde – Módulo Verão 2025, que visa prevenir e minimizar os efeitos negativos do calor extremo na saúde da população, salienta-se a importância da divulgação de medidas de autoproteção contra o calor, junto da população geral, e dos grupos vulneráveis e de risco como é o caso dos nossos doentes:
- Se possível, permanecer em casa ou em locais frescos;
- Não se expor ao sol e usar roupa larga de cores claras e tecidos finos;
- Se for necessário permanecer ao sol, deve proteger a cabeça com chapéu e o corpo com protetor solar;
- Não executar tarefas no exterior ou, se for imprescindível, no menor tempo possível;
- Reforçar hidratação bebendo água;
- Fazer refeições mais frequentes, 5 a 6 de pequenas quantidades, e com alimentos frescos como fruta.
Caso surja algum sinal ou sintoma associados ao calor, deve contactar o SNS24 (808242424) que está disponível 24 horas por dia, 7 dias da semana.
Mais informações: https://www.sns.gov.pt/resposta-sazonal-em-saude-verao/
IPO Porto integra consórcio que impulsiona desenvolvimento e produção de células CAR T
IPO do Porto integra consórcio português que quer produzir terapias inovadoras com células CAR-T
O consórcio visa desenvolver e estabelecer, pela primeira vez, capacidade nacional de produzir este tipo de imunoterapia personalizada, potenciando o desenvolvimento clínico de novas soluções terapêuticas no país.
As terapias com células CAR T consistem em reprogramar linfócitos T (células do sistema imunitário do próprio paciente) para que reconheçam e ataquem especificamente as células tumorais. Esta forma avançada de imunoterapia tem demonstrado taxas de sucesso sem precedentes em certos cancros do sangue. No entanto, o acesso a estas terapias em Portugal enfrenta grandes obstáculos logísticos e económicos, já que o país não dispõe, até ao momento, de capacidade própria para as desenvolver ou fabricar.
Foi com esse objetivo que as entidades do consórcio se uniram em torno do projeto “CAR T-Matters – Transformar o panorama da terapia com células CAR T em Portugal”, tendo o mesmo sido selecionado para financiamento competitivo pelo programa COMPETE 2030, gerido pela Agência Nacional de Inovação (ANI).
Atualmente, os doentes portugueses candidatos a terapias CAR T dependem totalmente de centros de produção no estrangeiro. As células T do paciente são colhidas num hospital em Portugal e enviadas para laboratórios especializados fora do país (na Europa ou nos Estados Unidos), onde são geneticamente modificadas e multiplicadas; a terapia resultante é depois enviada de volta para ser administrada ao doente. Este processo complexo e demorado representa uma enorme carga logística e custos elevados. O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO do Porto) tem desempenhado um papel central e pioneiro na implementação e desenvolvimento da terapia com células CAR T em Portugal. Desde 2019, o IPO Porto tratou mais de 100 doentes com esta abordagem inovadora, sobretudo em casos de cancros hematológicos como linfomas, leucemias e mieloma múltiplo, no contexto de prática clínica e também em ensaios clínicos. “Desenvolver as condições para produzir estas células irá capacitar Portugal para oferecer, a mais doentes, o acesso a esta tecnologia inovadora. Irá atrair mais ensaios clínicos académicos, assim como da indústria, democratizando o acesso e reduzindo o custo desta terapêutica que tanto benefício tem trazido aos doentes oncológicos”, afirma Júlio Oliveira, médico oncologista e presidente do IPO do Porto.
O projeto CAR T-Matters pretende alterar este paradigma, estabelecendo em território nacional uma estrutura integrada de desenvolvimento, produção e translação clínica de terapias com células CAR T. O objetivo central é estabelecer um ecossistema integrado que reduza a dependência de infraestruturas internacionais e acelere a translação clínica deste tipo de terapia. Para alcançar esta visão, o consórcio irá desenvolver atividades complementares nos domínios científico, clínico e industrial, alavancando as competências complementares de cada parceiro.
Na vertente científica, a equipa da UCIBIO (e também alguns membros do Laboratório LAQV da NOVA FCT) vai adotar técnicas avançadas de químio-informática, inteligência artificial e conhecimentos avançados em imunologia e glicobiologia para identificar moléculas capazes de melhorar a eficácia das células CAR T contra tumores. “Vamos explorar milhares de moléculas com recurso a algoritmos de aprendizagem automática, para descobrir as mais promissoras para potenciar a capacidade anti tumoral das células CAR T. Isto permite modelar alvo terapêuticos inovadores que escapam às abordagens tradicionais”, explica Paula Videira, professora e investigadora da NOVA FCT. Esta abordagem integrada permitirá melhorar a estratégia terapêutica, tendo por base a biologia do cancro e uso de ferramentas computacionais de forma a estabelecer tratamentos CAR T mais eficazes e seguros.
Paralelamente, no plano industrial, a Stemmatters ficará responsável por implementar a capacidade de fabrico destas terapias celulares de acordo com os requisitos normativos e regulamentares. A empresa irá desenvolver processos de produção e controlo de qualidade para as células CAR T, aplicando metodologias de Quality-by-Design (QbD) e de gestão de risco. Estas abordagens visam garantir que as células CAR T produzidas localmente cumprem os requisitos regulamentares e de segurança para futuro uso clínico. Em colaboração estreita com o IPO-Porto, serão ainda definidos os protocolos logísticos e clínicos necessários para que, uma vez prontas, estas terapias possam ser distribuídas de forma ágil a centros hospitalares. “Pretendemos estabelecer uma cadeia integrada de desenvolvimento e translação clínica de imunoterapias celulares, capaz de suportar inovação terapêutica em Portugal,” sintetiza Rui Sousa, cofundador e CEO da Stemmatters e coordenador do projeto CAR T-Matters. “É um passo importante para a capacitação nacional no domínio das imunoterapias, na medida que integra recursos e competências complementares para acelerar o desenvolvimento de imunoterapias e estabelecer condições críticas para o seu fabrico em Portugal” conclui.
Sobre o CAR T-Matters
O projeto CAR T-Matters visa desenvolver a primeira plataforma nacional para desenvolvimento e produção de terapias celulares CAR T de forma a colmatar as atuais lacunas na translação clínica deste tipo de imunoterapia em Portugal. O consórcio reúne competências complementares ao nível da investigação, indústria e clínica, sendo liderado pela empresa Stemmatters e integrado pelo IPO Porto e a FCT NOVA. O projeto CAR T-Matters teve início em fevereiro de 2025 e terá uma duração de 3 anos. Esta operação de Investigação e Desenvolvimento (I&D) em co-promoção é cofinanciada pelo Programa COMPETE 2030 (Portugal 2030), através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).
Sobre a Stemmatters
A Stemmatters é uma empresa de biotecnologia, sediada em Guimarães, que opera como CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) especializada em produtos de medicina regenerativa. Ao longo dos anos, a Stemmatters consolidou uma vasta experiência em diferentes produtos e processos, incluindo medicamentos de terapia avançada e medicamentos biológicos complexos. A empresa presta uma ampla gama de serviços que abrange desde o desenvolvimento de produto/processo e serviços analíticos até à produção em conformidade com as Boas Práticas de Fabrico (cGMP).
Sobre o IPO Porto
O Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto) é uma instituição de saúde de referência nacional e internacional no domínio do tratamento, investigação e ensino em oncologia. O IPO Porto é o único Centro Compreensivo de Cancro em Portugal, assim como é o único hospital do SNS com uma Unidades de Investigação e Desenvolvimento reconhecida e avaliada pela FCT. A procura constante da inovação através da investigação tem originado projetos diferenciadores e pioneiros nas várias áreas de intervenção do Instituto , nomeadamente através de programas-quadro de apoio à Investigação e Desenvolvimento Tecnológico cofinanciados a nível europeu.
Sobre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa | NOVA FCT:
A NOVA FCT é uma das principais Faculdades de Ciências, Engenharia e Tecnologia de Portugal, reconhecida pelo seu carácter inovador, imersa num ecossistema empreendedor que se caracteriza pela forte ligação ao tecido empresarial e pela sua comunidade de start-ups. Fundada em 1977, na zona da Caparica, o campus universitário é o maior do país, com cerca de 8500 estudantes, 420 docentes, 108 investigadores, 243 funcionários e mais de 1000 projetos. O perfil diferenciador da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa caracteriza-se também pela resposta à dinâmica e exigência do mercado de trabalho, valorizando a integração das soft skills na sua dimensão pedagógica, através do
Perfil Curricular.
A NOVA FCT acolhe 18 centros de investigação reconhecidos pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A qualidade científica reflete-se também na produção científica, com publicações no TOP 10 das principais revistas internacionais da especialidade, sendo o espaço de ensino português com maior concentração de laboratórios CoLABs (9) e Bolsas European Research Council – ERC (21). O resultado deste desempenho é a integração da faculdade nas prestigiadas redes de universidades tecnológicas CESAER,
EUTOPIA, University Industry Innovation Network e Young European Research Universities Network e parcerias com universidades europeias e americanas. Mais informações: https://www.fct.unl.pt/pt-pt

Lúcio Lara Santos eleito representante de Portugal na IARC/OMS
A cerimónia formal de adesão de Portugal à IARC, incluindo o hastear da bandeira nacional, ocorreu a 7 de maio de 2025, na sede da agência em Lyon, França. A integração de Portugal na IARC, e a nomeação do Lúcio Lara Santos, representam um reforço da posição do país no contexto internacional na investigação e luta contra o cancro. Esta dupla conquista permite ao país integrar redes de investigação científica de excelência, aceder prioritariamente a ensaios clínicos internacionais e beneficiar de apoio técnico e científico especializado da principal agência mundial de investigação oncológica.
Lúcio Lara Santos é uma figura proeminente na oncologia nacional. É diretor do Departamento de Cirurgia do IPO Porto, Coordenador da Unidade de Cuidados Intermédios de Cirurgia e coordenador do Grupo de Patologia e Terapêutica Experimental do Centro de Investigação do IPO Porto. É doutorado em Ciências Médicas pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e professor de Oncologia Cirúrgica na Universidade Fernando Pessoa e no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.
A sua investigação foca-se na compreensão dos mecanismos do cancro e na identificação de biomarcadores para oncologia de precisão. Integra a direção da Secção de Oncologia Cirúrgica da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e de outros grupos de investigação como o Grupo Português de Investigação do Cancro Digestivo (GICD) e o Grupo de Oncologistas dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, bem como a African Organisation for Research and Training in Cancer (AORTIC), salientando-se o seu papel na colaboração internacional em oncologia nomeadamente com os PALOP.
A nomeação é vista pelo IPO Porto como um motivo de grande orgulho e um reconhecimento internacional do estatuto da instituição como centro de referência no tratamento e investigação oncológica. Reforça a distinção do IPO do Porto, reflete a competência técnica da sua equipa e o uso de tecnologia de ponta, servindo como um forte incentivo ao trabalho de investigação desenvolvido.
Sobre a Agência Internacional para a Investigação do Cancro: Fundada em 1965, a IARC é a agência intergovernamental da OMS dedicada à promoção da colaboração internacional na investigação das causas do cancro. É mundialmente reconhecida pelo seu programa de estudos, que avalia e classifica cientificamente os agentes (químicos, físicos, biológicos, comportamentais) quanto ao seu potencial cancerígeno para humanos.
IPO Porto cria associação para impulsionar a investigação clínica
Para a assinatura da escritura pública, estiveram presentes no ato todos os membros fundadores: Júlio Oliveira, presidente do IPO Porto, Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto; António Sousa Pereira, reitor da Universidade do Porto, Paula Pinho, representante da Fundação Ilídio Pinho; Rui Pedroto, o presidente da Fundação Manuel António da Mota; Filipe Osório de Castro, fundador da Fundação Rui Osório de Castro; Maria Cândida Rocha, presidente do Conselho de Administração do Banco Carregosa.
A sessão pública, realizada ontem, Dia Internacional dos Ensaios Clínicos, contou com a presença de Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde, em representação do Ministério da Saúde, entre outros representantes de entidades institucionais da área da saúde.
No seu discurso, Júlio Oliveira, afirma que “hoje é dia de celebrar” porque ao “ao desenvolver a investigação clínica em oncologia estamos a transformar a vida das pessoas”. O presidente do IPO Porto reforça que “através da descoberta e desenvolvimento de novos tratamentos podem ter mais esperança em sobreviver ou prolongar a sua existência e qualidade de vida”.
O Instituto Português de Oncologia do Porto é o primeiro hospital do SNS a criar uma associação de direito privado sem fins lucrativos para gerir a investigação clínica. A PICO, que prevê um modelo organizacional que irá permitir uma gestão autónoma e mais ágil dos recursos, tem por missão posicionar o Norte de Portugal como polo europeu na investigação, no desenvolvimento de medicamentos e de dispositivos médicos para o tratamento do cancro.
Serviço de Psicologia relembra papel da família na doença oncológica
Garantir cuidados integrais e de qualidade implica uma sobrecarga significativa de ordem física, emocional, social e financeira para os cuidadores informais. Em Pediatria Oncológica e nos Cuidados Paliativos a unidade de intervenção é o doente e a sua família, por isso o Serviço de Psicologia do IPO Porto disponibiliza acompanhamento psicológico simultâneo para os doentes e suas famílias em ambos os serviços.
“No Serviço de Pediatria, a intervenção psicológica dirigida às famílias tem como principal objetivo facilitar a adaptação ao processo de doença em todas as suas etapas (incluindo o período de luto)”, explica Susana Moutinho, psicóloga no Serviço de Pediatria, reforçando que é crucial prevenir a psicopatologia e disfuncionalidade na estrutura familiar.
Já no Serviço de Cuidados Paliativos, o apoio à família é realizado pela Equipa de Apoio Psicossocial (EAPS), que tem vindo a desenvolver o seu trabalho junto dos doentes com doença avançada e seus familiares, disponibilizando apoio psicológico, social e espiritual.
“O acompanhamento à família tem o objetivo de promover o ajustamento à condição de doença avançada do seu familiar”, explica Patrícia Oliveira, psicóloga da EAPS. A especialista frisa que é importante trabalhar a construção de novos significados nesta fase de vida através do incentivo à comunicação.
No Espaço Fundação la Caixa realizam-se atividades lúdico-terapêuticas, como grupos psicoeducativos, sessões de relaxamento e gestão do stress, terapia assistida por animais, sessões de Reiki e sessões de autocuidado.
Consciente do papel central dos cuidadores informais e dos custos e benefícios associados ao cuidado de um ente querido, o Serviço de Psicologia do IPO Porto privilegia na sua prática a promoção da saúde mental, da resiliência, e do bem-estar junto destes familiares.
Cirurgia Cardiotorácica avança com técnica de estadiamento mediastinal
Abertura de mais uma sala cirúrgica na UCA II
A 24 de abril, a sala foi aberta com a realização de duas cirurgias, sendo que a segunda foi uma mastectomia total com reconstrução mamária endoscópica. Este procedimento cirúrgico foi introduzido recentemente no Instituto e permite incisões menores, menos visíveis e com uma recuperação mais rápida para o(a) doente do que na mastectomia convencional.
A construção deste novo espaço cirúrgico resulta do investimento institucional numa estratégia de ampliação da Unidade de Cirurgia Ambulatória (UCA II) e requalificação estrutural desta unidade com o objetivo de aumentar a produção, reduzir a lista de espera, internalizar atividade e racionalizar recursos.
Recorda-se que, em setembro de 2024, foi inaugurada a primeira fase da ampliação da Unidade de Cirurgia Ambulatória (UCA II) com a requalificação de uma segunda sala de bloco operatório para radioterapia intraoperatória (única no país). A Unidade de Cirurgia de Ambulatório (UCA) está fisicamente subdividida em duas áreas: UCA I e UCA II.
NA UCA II, com a requalificação efetuada em 2024, foi possível aumentar a capacidade de resposta para tratamentos cirúrgicos aos doentes oncológicos, com 461 cirurgias realizadas na nova sala em cerca de 6 meses, um aumento de 47% da atividade cirúrgica nesta unidade.
De acordo com os dados publicados pela DGS, o IPO do Porto foi a instituição em Portugal que efetuou o maior número de cirurgias oncológicas. Em 2021, representou cerca de 12% do total de cirurgias oncológicas no país. Quando a análise é feita por neoplasia, o IPO Porto é o hospital com mais cirurgias, em seis das 12 áreas de patologia oncológica: colón, reto, estômago, mama, próstata e corpo uterino. O volume cirúrgico desta instituição demonstra a sua relevância no diagnóstico, estadiamento, tratamento e seguimento da doença oncológica.

Até ao momento, a equipa de Cirurgia Cardiotorácica já realizou 26 procedimentos por VAMLA (Vídeo Assisted Mediastinoscopy Lymphadenectomy) e 4 videomediastinoscopias, sendo este procedimento indicado para estadiamento do mediastino, garantindo um melhor estadiamento da doença neoplásica pulmonar e como tal um tratamento mais adequado.
A VAMLA é um procedimento cirúrgico torácico minimamente invasivo para realizar a remoção dos gânglios linfáticos do mediastino (área entre os pulmões). Essa técnica representa um avanço em relação à mediastinoscopia tradicional, oferecendo maior precisão e menor invasividade, o que se traduz num período de recuperação mais rápido e com maior qualidade para o doente. O uso do equipamento favorece ainda a obtenção de material biológico em maior quantidade e com melhor qualidade.
Para o diretor do Serviço de Cirurgia Cardiotorácica do IPO Porto, Gonçalo Paupério, a introdução desta técnica revelou-se importante porque “permite a realização de uma medicina de precisão, com um esvaziamento ganglionar mediastínico, aumentando a probabilidade de encontrar doença metastática que antes não seria detetada, implicando alteração da forma como tratamos o doente.”
O cirurgião reforça que “em cerca de 1/5 dos doentes é detetada metastização ganglionar o que implica iniciar o tratamento por terapêutica sistémica prévia à cirurgia ou mesmo contraindicar a cirurgia, evitando-se ressecções pulmonares que não trariam benefício para o tratamento do doente.”